O Concílio Vaticano II: Uma História Nunca Escrita – O Concílio Ecumênico Vaticano II, o 21º da História da Igreja, foi inaugurado em 1962 pelo Papa João XXIII e encerrado por Paulo VI, em 1965. Apesar das expectativas e esperanças de muitos, a época subsequente não representou para a Igreja uma ‘Primavera’ ou um ‘Pentecostes’, mas um período de crises e dificuldades, especialmente nos âmbitos doutrinário e litúrgico. Abriu-se, então, uma viva discussão hermenêutica da qual participou, como cardeal e, depois, como Papa, Bento XVI.
Com a ascensão ao trono do Papa Francisco, o debate continua. Roberto De Mattei oferece a contribuição do historiador através de uma rigorosa reconstrução do acontecimento, das suas raízes e consequências, baseada em documentos de arquivos, diários, correspondências e testemunhos de protagonistas. Desse quadro, emerge uma ‘história nunca escrita’ do Concílio Vaticano II que ajuda a compreender não só os acontecimentos de ontem, mas os de hoje.
A história do Concílio está, pois, por escrever, ou pelo menos por completar. É neste sentido que o autor propõe uma história do Concílio “nunca escrita”, não tanto pela novidade dos testemunhos e dos episódios que nela emergem, quanto pela novidade da reconstrução e da interpretação dos fatos que apresento.
O verdadeiro historiador não é, nem o investigador que “desencanta” novos documentos, nem o “cronista” que acumula documentos já conhecidos; é aquele que, com base na documentação, pública ou inédita, que tem à sua disposição, é capaz de a ordenar, de a compreender, de a narrar, enquadrando os fatos numa filosofia da história que, para o historiador católico, é, antes de mais, uma teologia da história.
Para o debate em curso, Roberto de Mattei oferece o contributo não do teólogo mas do historiador, através de uma rigorosa reconstrução do evento, das suas raízes e consequências, baseada sobretudo em documentos de arquivos, diários, correspondências e testemunhos daqueles que foram os seus protagonistas.

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