O Príncipe E O Mendigo – Tom Canty e Edward Tudor têm a mesma idade. São exatamente iguais. Há apenas uma pequena diferença: Edward é o príncipe herdeiro do trono da Inglaterra, e Tom é um mendigo, uma criança dos úmidos cortiços da Londres do século XVI. Um dia o destino intervém e ambos têm de viver, durante algum tempo, a vida do outro. Trocam de roupas e papéis: Tom é levado para o meio da pompa e do luxo da corte enquanto Edward conhece, horrorizado, os marginais, a sordidez e as profundezas da desigualdade social.
A partir do clássico tema da troca de identidades, Mark Twain – talvez o maior contador de histórias americano do século XIX – reflete de forma magistral sobre o hábito humano de julgar as pessoas pela aparência. E realiza, a um só tempo, uma fábula sobre a hipocrisia e a injustiça bem como uma divertida comédia que vem provocando lágrimas e risos em sucessivas gerações de leitores desde sua publicação, em 1882.
Mark Twain, cujo verdadeiro nome era Samuel Langhorne Clemens, exerceu grande influência sobre as gerações posteriores de escritores norte-americanos que buscavam revelar seu país a partir da descrição de suas paisagens e dos costumes de seu povo. É autor de outras obras clássicas, como As aventuras de Tom Sawyer, As aventuras de Huckleberry Finn e Joana D’Arc.
Vou descrever uma história que me foi contada por alguém que a ouviu de seu pai, o qual ouviu de seu pai, que por sua vez tinha ouvido de seu pai – e assim por diante, retrocedendo até trezentos anos ou mais, os pais contando para os filhos e desse modo preservando-a. Talvez seja uma história real, talvez seja apenas uma lenda, uma tradição. Talvez tenha acontecido, talvez não tenha acontecido; mas poderia ter acontecido. Talvez os sábios e doutos nela tenham acreditado nos tempos antigos; talvez apenas os simples e incultos a tenham amado e lhe dado crédito.

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