Planejamento Governamental E Finanças Públicas No Brasil Contemporâneo oferece um importante esforço analítico que torna mais inteligente a abordagem sobre o que tem acontecido no Brasil nas duas primeiras décadas do século XXI e que terminaram se afunilando no golpe de 2016.
Sob a organização competente de José Celso Cardoso Jr. e acompanhado de cinco excelentes estudos, o livro Planejamento Governamental E Finanças Públicas No Brasil Contemporâneo: Perspectivas Críticas Ao Financiamento Do Desenvolvimento No Século XXI, editado pela Fundação Perseu Abramo, constitui uma contribuição significativa e necessária ao bom e inteligente debate sobre a situação no Brasil herdada do golpe de 2016. Para tanto, Planejamento Governamental E Finanças Públicas No Brasil Contemporâneo contempla uma interessante reflexão a respeito da fase nacional que antecipou à ruptura democrática.
Considerando os governos de Luis Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010) e Dilma Rousseff (PT, 2011-2016), especialmente a partir da manifestação da crise de dimensão global em 2008, destacam-se nas análises os instrumentos adotados para a ativação planejada da economia nacional, como no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no orçamento público, na Petrobras e BNDES, por exemplo. O conjunto de mecanismos direcionados à ativação e coordenação da economia nacional passou a ser desmontado desde a ascensão do governo Michel Temer (PMDB), a partir do golpe de Estado, em 2016.
Para, além disso, os complexos do Estado de bem-estar social implementados desde a Constituição Federal de 1988 e que tiveram reforço inegável nos anos 2000, encontram-se destituídos de força diante das mudanças institucionais que obrigam o decréscimo na relação entre o gasto público não financeiro o produto nacional.
Nesta circunstância, a perspectiva da estagnação econômica se apresenta novamente. Mas agora não apenas considera os argumentos técnicos e fundamentados por modelo analítico mas, sobretudo, a força da realidade descrita no movimento antidesenvolvimento que deriva do condomínio de interesses que sustenta o golpe e o governo Temer desde 2016.

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