As Armadilhas Da Linguagem – Mal-entendidos podem ter consequências desastrosas para o relacionamento entre amigos, entre um casal, entre dirigentes e funcionários… Mas como pode o discurso significar mais do que é dito explicitamente? Essa é a questão central de As Armadilhas Da Linguagem.
Com mais de 30 anos de experiência no magistério, Danilo Marcondes explora os usos indiretos da linguagem, seus efeitos e consequências. Colocando-se com clareza e simplicidade, apresenta então as bases para um método de análise pragmática do discurso que explicite e reconstrua esses elementos subjacentes, articulando as ideias fundadoras de Wittgenstein e Austin.
O estudo da Linguagem pode ser desenvolvido em diferentes perspectivas e com objetivos diversos. No contexto contemporâneo e no âmbito da filosofia da linguagem, o estudo da linguagem usada concretamente – ou seja, a pragmática – tem sido pouco explorado. As Armadilhas Da Linguagem visa contribuir para a discussão do desenvolvimento de uma concepção pragmática da linguagem que leve a um método crítico de análise do discurso, vale dizer, da linguagem em uso em suas várias dimensões.
As concepções pragmáticas da linguagem mostram que o significado se constitui pelo uso, pelo que fazemos quando utilizamos os signos linguísticos para diferentes propósitos. Nesse sentido, tais concepções vão, ou deveriam ir, em uma direção oposta à das concepções filosóficas que procuram dar à linguagem um tratamento basicamente teórico.
Há muitas armadilhas no uso da linguagem. Mal-entendidos, incompreensões e falhas na comunicação são algumas delas, mais frequentes do que os filósofos da linguagem parecem supor. É comum dizermos algo e nossos interlocutores entenderem outra coisa bastante diversa. O método de análise proposto visa dar conta exatamente de pelo menos alguns aspectos de como e por que isso ocorre.
A interação linguística tem a ver com as expectativas do falante sobre o ouvinte e vice-versa – e essas expectativas parecem, por vezes, não coincidir. Pessoas se sentem ofendidas por declarações que o falante considera absolutamente inocentes. Pessoas interpretam ordens e instruções de forma diferente do pretendido por quem as deu. E, contudo, falam a mesma língua. Por que isso ocorre? Será que é porque se baseiam em crenças diferentes, partem de pressupostos diferentes, pertencem a contextos diferentes?

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