Revisitar A Teoria Do Cinema: Teoria Dos Cineastas Vol.III – O presente volume pretende concretizar o que os títulos dos anteriores volumes da série “Teoria dos Cineastas” apenas enunciaram, ou seja, a originalidade dos cineastas (Ver, ouvir e ler os cineastas, Vol. I) e a possibilidade de diálogo com a teoria do cinema (Propostas para a teoria do cinema, Vol. II).
No volume III, Revisitar A Teoria Do Cinema, a intenção é propor novos olhares sobre a teoria, à luz da reflexão original dos cineastas que, embora se coloquem afastados do discurso científico e académico, dialogam com esse discurso, uma vez que se cruzam com questões debatidas pela teoria do cinema.
Este volume conta com uma primeira parte, intitulada A Abordagem Teoria dos Cineastas, que é composta pelo texto “Teorias dos Cineastas versus Teoria do Autor”, de Tito Cardoso e Cunha, que apresenta aproximações e distanciamentos, como forma de balizamentos e reflexões, acerca da Teoria dos Cineastas frente às especificidades próprias da questão do autor no cinema, estas já ricamente debatidas e consolidadas nos estudos de cinema.
Complementa a primeira parte o capítulo “Observações sobre a ‘Teoria dos Cineastas’ – Nota dos Editores” com discussão promovida pelos editores quanto aos impeditivos e limites do alcance da abordagem Teoria dos Cineastas.
A segunda parte, dedicada à relação mais direta entre o fazer fílmico e a elaboração teórica, tem o título de A Práxis Cinematográfica como Teoria. Abre essa parte o capítulo “George Lucas: pós-produção como um espaço de teoria e prática”, de Roberto Tietzman, André Fagundes Pase e Janaína dos Santos Gamba.
Tal capítulo centra atenção ao processo de pós-produção nos filmes dirigidos por George Lucas, pois há a constatação de que este é um cineasta que se deteve com dedicação a essa fase do fazer filmes, criando assim conceitos próprios para o cinema a partir de premissas arquetípicas reinterpretadas e aplicadas narrativamente aos filmes.
Em “Carl Th. Dreyer: o cinema como reportagem e o realismo psicológico”, de Maria do Rosário Lupi Bello, temos o foco no filme A Palavra (1955), de Dreyer, para o escrutínio das possibilidades dos filmes encontrarem, de forma geral, o real enquanto este acontece, e de forma específica, a compreensão de um “realismo psicológico”.

Camisa “Espere Eu Acabar Esse Capítulo!”

Deixe uma resposta