Aristóteles Para Todos: Uma Introdução Simples A Um Pensamento Complexo – Por que Aristóteles? Por que para todos?
Essas perguntas terão respostas melhores depois que se responder a outra pergunta. Por que a filosofia? Por que todos deveriam aprender a pensar filosoficamente — a fazer as questões pungentes que as crianças e os filósofos fazem, e a que os filósofos às vezes respondem?
Há muito tempo creio que todos deveriam ocupar-se da filosofia — mas não para obter mais informações sobre o mundo, sobre a sociedade ou sobre nós mesmos. Para isso, o melhor é voltar-se para as ciências sociais e para a história.
A filosofia nos é útil de outro jeito — ela nos ajuda a compreender coisas que já sabemos, a compreendê-las melhor do que agora. É por isso que todos deveriam aprender a pensar filosoficamente.
Para servir a esse propósito, não há professor melhor do que Aristóteles.
Não hesito em recomendá-lo como o primeiro professor. Platão, talvez, fosse o único outro professor a recomendar, mas creio que ele é o segundo melhor. Platão propôs quase todas as questões com que havemos de deparar; Aristóteles também as propôs, e ainda ofereceu respostas claras a elas. Platão ensinou Aristóteles a pensar filosoficamente, mas ele aprendeu tão bem a lição que se tornou o melhor professor para todos nós.
Como nosso interesse é aprender a pensar como Aristóteles, aquilo que Aristóteles pensou é mais importante do que quem ele foi ou quando e como ele viveu. Os séculos e as mudanças que o separam de nós podem fazer que as condições de sua vida e da sociedade em que ele viveu nos pareçam estranhas; mas, como tentarei explicar, elas não fazem que o estilo ou o conteúdo de seu pensamento nos pareça estranho.
Filósofo, professor e teórico da educação norte-americano, Mortimer J. Adler (1902-2001) nasceu em Nova York, no seio de uma família judia. Abandonou a escola aos quatorze anos e foi trabalhar como contínuo no New York Sun. Alguns anos depois, pretendendo tornar-se um jornalista, decidiu frequentar aulas na Columbia University para melhorar a escrita. Em Columbia, teve contato com as obras de Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, John Locke, John Stuart Mill e outros. Dedicou-se tanto aos estudos que não conseguiu cumprir os requisitos mínimos para completar sua graduação. No entanto, logo a universidade o recompensou com um doutorado honorário pela qualidade de sua escrita.

   

 

 

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