Maldição Eterna A Quem Ler Estas Páginas, de Manuel Puig, é o encontro amargo de dois homens sós em Nova Iorque. O argentino enfermo e o americano que dele cuida, têm muito mais em comum do que a impossibilidade de comunicação entre os habitantes das grandes cidades: a ausência da mulher que ambos esperam, rechaçaram ou perderam para sempre.
“Primeiro romance de Manuel Puig ambientado em Nova Iorque, Maldição Eterna A Quem Ler Estas Páginas é uma fascinante conversa entre dois homens que transformam o leitor numa espécie de gracejador cego, escutando monólogos gêmeos de dois personagens condenados a uma desintegração simbiótica.”
Essas palavras saudaram a publicação do mais recente romance de Puig nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que o colocavam na lista dos cinco melhores lançamentos do ano, segundo o New York Times. Maldição Eterna A Quem Ler Estas Páginas foi escrito em Nova Iorque, depois que o autor, por motivo de saúde, abandonou o México, onde residia desde 1973.
Maldição Eterna A Quem Ler Estas Páginas surgiu de um encontro com um vizinho marxista, praticante de cooper, que refletia a mesma atração e repulsa que a metrópole americana despertava no autor. Dos diálogos travados entre eles — processo aliás reutilizado pelo autor em Sangue De Amor Correspondido, sua primeira experiência brasileira — nasceu uma narrativa que lembra também o teatro.
Cronologicamente, os dois textos representam uma espécie de preparação de Manuel Puig ao que efetivamente se passou a seguir: sua adesão à linguagem dramatúrgica com Quero e a adaptação para o palco de O Beijo Da Mulher Aranha.
Publicado em espanhol, inglês, italiano, francês, Maldição Eterna A Quem Ler Estas Páginas tem tido a acolhida reservada apenas aos grandes lançamentos: “Um genial exame do choque de duas culturas, dois conjuntos de fantasias e, principalmente, de pais e filhos”, disse o Publishers Weekly.

   

 

 

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