O Avarento – Harpagão é um velho odioso, pão-duro e mesquinho. Sua avareza beira o ridículo: dizem que já processou na justiça o gato do vizinho por ter comido o resto de um pernil de carneiro. E beira também a sordidez: ele não apenas se recusa a emprestar dinheiro para o próprio filho, Cleanto, sem cobrar juros abusivos, como também aceita negociar o casamento de Elisa, sua filha, com qualquer um que a aceite sem dote. Afirma- -se apaixonado por Mariana – mas, é claro, não tanto quanto pelo vil metal… Possivelmente a peça mais difundida de Molière, O Avarento estreou em Paris em 1668, e é até hoje a obra mais encenada no mundo inteiro deste que é o pai da comédia moderna. Um clássico inconteste.
O Avarento é a história de um usurario que trata sua família como a extensão de seus negócios. Para ele, o mais importante e crucial na vida são seus tostões.
Numa crise de seu poder patriarcal, decide casar o filho com uma viúva rica e a filha com um homem igualmente rico, embora ela esteja apaixonada por um rapaz, a princípio pobretão.
Até a hora da morte, por hemoptise, ao representar uma das suas peças, será incessante e exemplar a atividade de Molière como homem de teatro, em seus vários níveis, como autor, diretor e ator de talento, interpretando ele próprio muitas das figuras por ele criadas.
A par de uma notável veia cômica, em que o riso do espectador acaba por ser como que uma censura à personagem que o provoca, sua produção, que excede trinta peças, revela um psicólogo apurado e um escritor que sabe escolher para cada uma das suas personagens a linguagem mais própria ao seu caráter.
O Avarento vai da comédia de costumes e da comédia galante à comédia pura.
Toda a obra do autor, que recorre a temas comuns e dispensa pormenores realistas, é repassada de humanidade, como foi a sua própria vida, segundo o testemunho dos contemporâneos deste homem que tão genialmente combateu e criticou, ridicularizando-as, as fraquezas da gente do seu tempo.

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