Uma Boa Corrida – Uma força desenfreada da natureza ameaça as ruas chuvosas e tristes da Escócia. Viciado em sexo, traficante de drogas, astro pornô, motorista de táxi e leitor de Moby Dick nas horas vagas, Terry Lawson seria a encarnação ficcional do furacão Bawbag que passou pela capital escocesa?
Ambientado na Edimburgo dos anos 2010, Uma Boa Corrida conta as tribulações de Lawson com a família, o trabalho, o tráfico de drogas e o sexo. Muito sexo. Até que um dia, um problema grave no coração lhe rouba a virilidade, e ele, para fugir da depressão, passa a frequentar uma espécie de AA para adictos em sexo, a se interessar por literatura e a procurar nos campos de golfe um alívio e consolo para sua nova vida assexuada.
Retomando um de seus personagens mais populares, Irvine Welsh aproveita para apresentar duas novas figuras excêntricas ao cânone de sua obra: Jonty MacKay, um homem com genitália e cérebro asininos, e Ronald Checker, um megaempresário e apresentador de TV norte americano de poucos escrúpulos e com ares de Donald Trump.
Uma Boa Corrida, o livro mais engraçado e sujo de Irvine Welsh, celebra a improvável trajetória de um vigarista estranhamente decente e encontra uma nova forma de combinar a sátira e o humor à ferocidade habitual de sua obra.
Humor e ironia causticamente refinados. Eis as marcas de Irvine Welsh, aclamado (e controverso) autor de romances, contos, peças e roteiros. Antes de ser escritor, foi técnico de TV, cantor e guitarrista de bandas obscuras de punk rock, e especulador imobiliário. Em 1993, publicou seu primeiro romance, Trainspotting, sobre o submundo dos jovens britânicos viciados em heroína. Sucesso de público e crítica, o livro ganhou as telas em 1996, pelas mãos do diretor Danny Boyle. Natural de Edimburgo, Escócia, Welsh afirma ter nascido em 1958. Outras fontes, porém, citam 1961, e mesmo 1951 — polêmica irrelevante. O que importa é o talento narrativo que o consagrou como um dos mais brilhantes autores britânicos surgidos nos anos 1990.

Camisa Pessoa

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