Tânia Lima & Outros (Orgs.) – Griots: Culturas Africanas, Literatura, Cultura, Violência, Preconceito, Racismo, Mídias

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Griots: Culturas Africanas, Literatura, Cultura, Violência, Preconceito, Racismo, Mídias – Aqui estão os artigos que melhor representam as temáticas do II Griots: Culturas Africanas, abordando literatura, cultura, violência, preconceito, racismo, mídias. A quantidade de trabalhos recebida foi muito maior do que o esperado e aqueles não publicados não significam distância ou desenvoltura fora do abordado no colóquio, mas procuramos dá ênfase aos escritos que mais tinham vozes africanas cantando e ouvindo a história que se repete através dos séculos e que tão bem pôde ser explorada pelos diversos pesquisadores presentes nesta safra.
Griots: Culturas Africanas é um livro de tradução, de tradição, de reivindicação, que dialoga com os gritos anticoloniais de Zumbi dos Palmares, Patrice Lumumba, Nelson Mandela, Eduardo Mondlane e múltiplas outras vozes efervescentes chegando: “Mesmo que o caminho pareça difícil, ele não deve ser abandonado. Se qualquer um de nós for eliminado, dez outros devem tomar seu lugar. Essa é a marca genuína de nossa luta, e nem a censura nem a simples cumplicidade covarde pode impedir seu êxito” Edward W. Said.
o livro Griots: Culturas Africanas também analisa a linguagem que nos intoxica pelo discurso da violência, dos preconceitos, do racismo, de modo que Inocência Mata alerta: “os discursos oficiais são sonhos ritualizados, expressões, estereótipos criminosos com que se pretendiam esconder a realidade e erguer respeitáveis fachadas (das figuras públicas) e terríveis máquinas de guerra, que num espaço de um só dia se desmoronou”.
Em diversidade, somos sujeitos de nossa história, quando somos atores de nossa história política. “Falar é existir de modo absoluto para os outros. Falar é usar uma sintaxe, é assumir uma cultura, suportar o peso da civilização” Frantz Fanon. Falar é contra, pois, escrever também é contra: “Oh, meu corpo, faça sempre em mim um homem que interroga” Fanon. E quando não houver mais dúvida, interroga-nos, vigia-nos para não esquecer que até os “bilros de teia/ bordam solidão/enquanto meigos/sussurros de sombra/ no brilhante/ mutismo do/ espelho/ recitam estrofes de poeira” Noemia de Sousa.

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