Morris Gleitzman – Uma Vez

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Uma Vez – O ano é 1942 e Felix é um menino de 10 anos que vive num orfanato católico na Polônia. Ele, no entanto, não é igual às outras crianças que moram lá, e esconde alguns segredos: na verdade, ele é judeu, e seus pais estão vivos.
Já se passaram 3 anos e 8 meses que o deixaram lá, mas Felix aguarda ansiosamente o dia em que eles voltarão para buscá-lo, após resolverem os problemas com sua loja de livros. Quando Felix decide fugir e ir atrás dos pais, ele vai encontrar situações inimagináveis do lado de fora.
Uma Vez acompanha Felix nessa jornada por um país tomado pelo pavor. Dono de uma imaginação aguçada e um dom para inventar histórias, Felix vai ao poucos perdendo a inocência, sentindo na pele a violência do regime nazista e entendendo o que, de fato, aconteceu a seus pais. Em seu caminho, ele encontra soldados nazistas, resgata uma menina que teve a casa queimada e os pais mortos, e luta para sobreviver.
O garoto se depara com a morte e com o horror, mas também encontra no caminho pessoas dispostas a ajudar e amizades verdadeiras. De forma delicada, Gleitzman ensina a gerações mais jovens sobre o Holocausto e todos os males que o causaram, como o racismo e a intolerância. Mas reafirma também o poder do afeto e até mesmo da literatura e da imaginação para superar as dificuldades.
Relativamente breve e visto essencialmente pelos olhos do protagonista, Uma Vez é um livro em que o primeiro aspecto a sobressair não podia ser outro que não a inocência de Felix. E é uma inocência quase que ilimitada, que, desde logo, desperta sentimentos fortes. Primeiro, porque é difícil não admirar a imaginação do protagonista e a forma como, a partir do muito que não sabe, consegue sempre construir a melhor explicação possível – mesmo num cenário que não é muito agradável. Depois, porque esta tão grande inocência no contexto em que tudo decorrer afirma desde logo uma grande e dolorosa certeza: Felix tem muitas desilusões à sua frente.

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