Henry James – Os Embaixadores

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Os Embaixadores – Obra-prima da passagem do romance realista para o moderno, Os Embaixadores é um dos romances preferidos de seu autor, Henry James. Na busca do “romance perfeito”, onde a composição vale mais que a história, Henry James nos apresenta uma história banal, escrita em primeira pessoa.
Louis Lambert Strether é um circunspecto americano de meia idade que viaja à Europa com uma missão: resgatar Chadwick, o filho desencaminhado de Mrs. Newsome. O jovem Chadwick deve voltar a Woollett, Massachusetts, para assumir os negócios da família. Nessa empreitada, entretanto, é Strether quem quase acaba se perdendo, primeiro em Londres, depois em Paris, seduzido pelo glamour e pela sofisticação do mundo europeu.
O autor define o assunto de Os Embaixadores com a seguinte passagem: “Viva tudo o que puder; é um erro não fazê-lo. Nem importa tanto o que fizer de particular desde que leve a vida que escolheu. […] O que perdemos, perdemos; não se engane. [..] Viva!”
Mas é na engenhosidade da escrita, comparável à de Flaubert, que Os Embaixadores se destaca e envolve o leitor por mais de 500 páginas de suspense e deleite. O crítico E. M. Forster o define como um caso típico de “romance em ampulheta”. Modesto Carone, por sua vez, o descreve como um “romance fora de série (perfeito), no qual a forma estética se encaixa no conteúdo social como a mão na luva”. Em outro registro, Patricia Highsmith faz uma citação explícita à trama, ao dar um exemplar de Os Embaixadores ao protagonista de O talentoso Mr. Ripley.

Henry James (1843-1916) é considerado um dos autores que ajudou a edificar a literatura do século XX. Nasceu em Nova York em uma família abastada e culta; era filho do teólogo Henry James Sênior e irmão do filósofo e psicólogo William James. Realizou uma série de viagens de estudos à Europa, durante a infância e a juventude. Estudou Direito em Harvard, em 1862 e, em 1876, fixou-se definitivamente na Inglaterra. No mesmo ano publicou sua primeira obra, Roderick Hudson, ao qual se seguiram The american, Daisy Miller e Retrato de uma senhora. Em 1915, após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, naturalizou-se britânico.

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