Homero – Ilíada

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Os gregos acreditavam que a Ilíada e a Odisseia haviam sido escritas por um único poeta, a quem chamavam de Homero. Nada se sabe a respeito de sua vida. Embora sete cidades gregas reivindiquem a honra de ser sua terra natal, segundo a tradição antiga ele era oriundo da região da Jônia, no Egeu oriental.
Tampouco há registros de sua data de nascimento, ainda que a maioria dos estudiosos modernos situe a criação da Ilíada e da Odisseia em fins do século VIII a.C. ou início do século VII a.C.
A Ilíada é a primeira obra da literatura ocidental, um poema épico de 15 mil versos composto por volta de 700 a.C., assim intitulado por relatar um incidente ocorrido durante o cerco dos gregos (denominados “aqueus”, “argivos” e “dânaos” por Homero) a Ílion, uma cidadezinha na região de Troia (no noroeste da atual Turquia).
Sua narrativa é estruturada em subdivisões denominadas cantos. O Canto i, sobre a desavença entre Agamêmnon e Aquiles, expõe a cólera de Aquiles e sua recusa a participar da batalha. O duelo entre Menelau e Heitor e a cena subsequente envolvendo Afrodite, Páris e Helena, no Canto III, apresentam o inimigo troiano (também chamado de “dárdano”, “dardânida” ou “dardânio” pelo poeta) e o motivo do cerco grego.
A cena envolvendo Heitor e Andrômaca, no Canto VI, analisa o herói troiano Heitor. O Canto IX é importantíssimo, já que a Ilíada depende da rejeição por parte de Aquiles da oferta de reconciliação de Agamêmnon. A sedução de Zeus, no Canto XIV, é um exemplo perfeito da capacidade narrativa de Homero. A partir desse ponto, o épico se concentra cada vez mais em Aquiles, à medida que sua tragédia pessoal se desdobra. Os Cantos XVI e XVIII (a morte de Pátroclo e a decisão de Aquiles de retomar o combate) e XXII-XXIV (a morte de Heitor, o enterro de Pátroclo e a devolução do corpo de Heitor) formam seu núcleo irredutível.

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