Rasgos Culturais: Consumo Cinéfilo E O Prazer Da Raridade – Um estudo sobre a cultura do consumo, sobre o confronto entre estratégias e táticas, a partir do universo da cinefilia e de seu diálogo com as particularidades da cultura contemporânea. Essa investigação parte do pressuposto que o consumo cinéfilo (e não só ele) se transformou por completo, após a ascensão da internet de alta velocidade, da proliferação de comunidades virtuais e do nascimento de cineclubes cuja curadoria é essencialmente composta por produções baixadas na grande rede.
O livro Rasgos Culturais: Consumo Cinéfilo E O Prazer Da Raridade, do doutorando em Comunicação pela UFPE, Rodrigo Almeida, foi fruto de sua dissertação de mestrado e publicado em forma de e-book no ano de 2011. É dividido em seis capítulos, incluindo a introdução, e tem no início de cada, uma imagem de algum produto audiovisual (série ou filme) que terá sua presença explicada no meio do texto, fazendo da leitura uma experiência mais rica para quem os assistiu, ou até mesmo incentivando o leitor a estender o entendimento da obra.
Começando o livro no capítulo de número ‘zero’ para fazer uma abordagem central e bem precisa do caminho que irá percorrer, seus objetivos e qual metodologia foi utilizada na pesquisa, o autor intitula sua introdução de “Consumo cinéfilo e cultura contemporânea” e a divide em quatro partes. Como sugere o título, Rodrigo tenta situar o leitor nos novos tempos da comunicação mediada pela tecnologia e de que o consumo de obras cinematográficas, em específico por parte dos cinéfilos, acontece de forma diferente nesse novo contexto sociocultural.
Desta forma, é traçada uma espécie de panorama histórico do cinema e das experiências vivenciadas através dele desde o seu surgimento até os dias de hoje com as facilidades do digital, o que, nas palavras do autor, é um tempo de “hiperinflação do descartável” . Desde a introdução já é colocada em pauta a questão da transformação da forma de se consumir cinema na cibercultura e da busca pelo único, pelo que vale a pena, o que já é visto no título da obra sendo chamado de “prazer da raridade”, invocando, assim, a característica cinéfila do colecionismo.

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