A Extinção Do Arco-Íris objetiva realizar um estudo temático das relações da História com a Ecologia, procurando vincular esta análise a um referencial de uma dada sociedade, período e atividade produtiva. Com isso não se arroga o direito de generalizar os resultados obtidos.
Procuro, através deste referencial, alicerçar empiricamente em um determinado contexto histórico reflexões teóricas, fruto dessa realidade constatada.
A investigação é centrada no estudo de uma unidade de produção, vinculada às determinadas características marcantes de um processo industrial que se estabelece na natureza, ou seja, a agroindústria.
Tomo como vertente de análise a reprodução do capital e sua aplicação na organização da produção agrícola por entender que a terra (e tudo o que ela contém) é a fonte primordial da riqueza, por fornecer ao homem, desde o seu surgimento em tempos longínquos até os dias atuais (quando já se abre à perspectiva de exploração e colonização do espaço cósmico), os meios vitais para a sobrevivência humana.
A produção agrícola, portanto, não só deve estar subordinada às exigências de quantidade e qualidade da matéria prima exigida pela fábrica para a transformação, mas também é obrigada a adquirir características de funcionamento industrial. A agroindústria é uma unidade de produção controlada por uma racionalidade técnica capitalista, fornecendo matéria prima originária da agricultura que deverá ser utilizada em um processo de transformação industrial. Dessa forma, agricultura e indústria se fundem em uma unidade de produção, com características específicas.
Os estabelecimentos agroindustriais podem ser classificados de acordo com a natureza do consumo dos produtos fabricados. Existem as agroindústrias que processam alimentos, as que processam matérias-primas não alimentares e as mistas, por processarem estes dois produtos conjuntamente.
Dentre esta classificação dos estabelecimentos agroindustriais, estudo o estabelecimento misto, mais especificamente voltado para a produção sucro-alcooleira.
Lucro é a palavra chave para o funcionamento de qualquer empresa capitalista. A agroindústria não foge à regra. Para atingi-lo precisa melhorar constantemente a produtividade, efetuada por uma racionalização sempre crescente na organização da produção.
A ênfase da análise está situada temporalmente no momento em que a industrialização da natureza se estabelece para controlar o ritmo, produtividade e intensidade da produção, o que ocorre nas décadas de 1960-1970.

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