A comunicação científica é o conjunto de processos de troca de informações entre pesquisadores sobre os resultados de suas pesquisas.
Tais processos estão presentes em todas as etapas de investigação científica, indo desde a identificação do problema a ser estudado, até a fase em que o conhecimento produzido é disseminado, conforme sugeriu Garvey. A origem da comunicação científica é atribuída por Meadows ao início das pesquisas científicas dos gregos antigos, entre os séculos V e IV a.C. Sua tradição escrita iniciou-se com trocas de cartas entre estudiosos e aperfeiçoou-se até os periódicos científicos eletrônicos da atualidade.
As formas mais tradicionais e amplamente difundidas de comunicação científica são aquelas feitas por meio dos periódicos científicos, apesar da frequência de uso não ser a mesma em todas as disciplinas, conforme destacou Costa e Meadows. Para Meadows, o uso deste canal representou um avanço na dinamicidade de seus processos, ao mesmo tempo em que formalizou a própria comunicação científica.
Os periódicos científicos ganharam muito reconhecimento e espaço na ciência. No entanto, a partir dos anos 1990, outras formas de comunicação entre os pesquisadores começaram a ganhar destaque, possibilitadas pelas novas tecnologias de comunicação. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que se agravou a crise dos periódicos, como foi caracterizado por Van de Sompel e Lagoze. A crise representou a incapacidade de bibliotecas do mundo inteiro em manter as assinaturas dos periódicos devido ao aumento no valor das assinaturas. Segundo Kuramoto, em alguns casos, o aumento chegou a mais de mil por cento entre 1989 e 2001. Simultaneamente à eclosão da crise dos periódicos, canais eletrônicos foram ganhando espaço na comunicação científica. As novas tecnologias impulsionaram o surgimento de periódicos científicos eletrônicos e bibliotecas digitais em acesso aberto.
O acesso aberto significa a disponibilização livre e irrestrita dos resultados das pesquisas científicas em texto completo, na Internet, segundo definição de Lynch. A ideia e algumas iniciativas nesse sentido foram se fortalecendo por meio da constituição de um movimento em prol do acesso aberto à informação científica (MAA). De caráter internacional, o movimento propõe ações que gerem como resultado a disponibilização da produção científica mundial em acesso aberto. Entre as ações promovidas pelo MAA, destacam-se as reuniões e documentos que objetivam definir e orientar estratégias comuns.

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