A formação de professores no Brasil e em outros países tem merecido, nos últimos 25 anos, a atenção de estudiosos e pesquisadores no que se refere aos conhecimentos/saberes docentes; à profissionalização do magistério; à profissionalidade docente; à competência e às competências; à prática pedagógica, à prática docente e à prática educativa; ao habitus docente e ao habitus professoral; entre outros temas ou autores que poderiam ser colocados, mas cuja ênfase restringe-se a uma pequena amostra da efervescência que tal temática suscita.
Porém, o tratamento que cada autor dá para um determinado tema/assunto, e/ou mesmo dentro de cada assunto, não é, necessariamente, comparável entre si. Por exemplo: Shulman trabalha com os princípios epistemológicos do conhecimento, enquanto que Bourdoncle (1994) enfatiza os fenômenos sociais e Tardif os trata a partir de um modelo de análise baseado na origem social dos professores.
Embora haja essa diversidade de temas e de autores, não se deixa de registrar ou reconhecer que os trabalhos de Antonio Nóvoa, “Para o estudo sócio-histórico da gênese e desenvolvimento da profissão docente”, e de Maurice Tardif, claude Lessard e Louise Lahaye, “os professores face ao saber: esboço de uma problemática do saber docente”, ambos publicados na revista Teoria & Educação, podem ser considerados como marcos de uma nova produção que tem como centro a docência, o trabalho do professor, a profissão. na américa do norte, o relatório do The Holmes Group, publicado como “tomorrow’s teachers: a report of the Holmes Group”, foi um dos precursores dessa preocupação, enquanto que no Brasil a Lei de diretrizes e Bases 9394/96 (Brasil, 1996) materializou essa perspectiva.
Entretanto, os problemas relativos à questão dos professores (formação inicial e continuada) e da formação das novas gerações continuam na ordem do dia, assumindo cores diferentes no que diz respeito às suas análises, em que se observam desafios e perspectivas.

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