O livro Jornalismo digital de terceira geração reúne os artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, durante os dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal). A idéia para a realização do evento partiu do professor António Fidalgo, o qual me fez o convite para organizá-las enquanto cumpria, feliz, o meu estágio doutoral nas terras altas da Beira.
As jornadas congregaram durante aqueles dois dias pesquisadores espanhóis, ingleses, portugueses e brasileiros para a discussão de alguns dos aspectos fundamentais sobre essa modalidade de jornalismo, que está em desenvolvimento há pouco mais de uma década. Além dos artigos dos seis participantes das Jornadas (Anabela Gradim, António Fidalgo, Concha Edo, Jim Hall, João Canavilhas e Suzana Barbosa), o livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos autores brasileiros Elias Machado, Marcos Palacios e Paulo Munhoz.
De um modo geral, os textos que integram este livro-coletânea refletem a evolução do jornalismo digital em seu estágio denominado como terceira geração. Ou seja, uma etapa em que os sites jornalísticos já extrapolaram a idéia de uma versão para a web de um jornal impresso previamente existente; passaram a incorporar o uso de blogs em seus produtos; apresentam recursos multimídia, como sons, animações, infográficos interativos, entre outros, para a construção das peças informativas e para o enriquecimento da narrativa jornalística. Ademais, exibem maior dinamismo, e uma oferta informativa com possibilidade de maior contextualização e aprofundamento, principalmente pelo uso mais ampliado das bases de dados, que também passam a desempenhar importante função para a estruturação e a organização das informações de natureza jornalística.
Por outro lado, os artigos aqui reunidos lançam luz acerca do que poderá surgir como tendência no panorama do jornalismo na internet e, certamente, permitem vislumbrar o limiar de uma nova fase de desenvolvimento para os produtos jornalísticos digitais – isto é, uma quarta geração. Oxalá, tais trabalhos possam também estimular pesquisas e ampliar o corpo investigativo acerca desta modalidade.

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