Os Discursos Acadêmicos constituem um dos aspectos mais relevantes da vida acadêmica. O pesquisador que desejar conhecer a vida e a obra de um acadêmico encontrará nos discursos de posse, nos de recepção, e no elogio do antecessor elementos preciosos para esse conhecimento.
Em todos os discursos de Josué Montello há um traço comum: a elegância da frase, o estilo ameno, as citações eruditas, respingando às vezes algumas ironias e anedotas, mas sempre tendo em mente a importância da alocução para a história da Academia.
No discurso de posse em 1955 e no conjunto dos discursos de recepção, Josué Montello se revela o acadêmico perfeito, voltado para as praxes da instituição, em estilo castiço e com leves ironias.
O primeiro discurso é o da recepção de Cândido Mota Filho, em 1965, na sucessão de Aloísio de Castro. A tônica do discurso é uma primorosa comparação entre as atividades de um e de outro, mostrando acima de tudo a identidade de atuação e de pensamento, e fazendo jogo de palavras ao transcrever palavras de um que poderiam ser atribuídas ao outro.
Na recepção de José Sarney está o orgulho de receber o conterrâneo e mostrar como a atividade política não impediria a atuação do escritor.
Saudando José Guilherme Merquior se detinha na análise crítica do novo acadêmico, com expressões de afeição e respeito.
De Evaristo de Moraes Filho procurou, sobretudo, ressaltar obras do autor interessado nos grandes temas da Filosofia, do Direito e da Sociologia.
Em 1953, recebendo Roberto Marinho, fez a análise do jornalista e de sua atuação que desempenhava. E, finalmente, o discurso em 1998 recebendo Evandro Lins e Silva é, sobretudo, a apologia da advocacia representada por uma das suas figuras mais ilustres.
Ao terminar a leitura desses discursos, inteira razão se atribui a José Guilherme Merquior quando lhe chamou “senhor do discurso”.

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