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Inequivocamente, Jean-Paul Sartre foi um escritor polivalente. Sua obra abarca desde tratados filosóficos, passando por textos teatrais, ficcionais, biografias, ensaios e até mesmo textos para periódicos e jornais engajados. Na filosofia, particularmente, O Ser e o Nada, um tratado de ontologia fenomenológica, constitui a sua obra maior. Ante produção tão diversificada é comum que se espere uma ênfase maior em alguma dessas áreas da produção intelectual. Não obstante, não é o que ocorre com este autor múltiplo, que logrou destaque em todos esses gêneros. É possível constatar, contudo que a maior parte dos infindáveis comentadores inspirados por esse pensamento atribuíram maior relevância aos trabalhos de caráter filosófico, chegando inclusive a considerar sua obra ficcional como uma “expressão simplificadora da obra teórica”. Eis uma afirmação que incita a interrogar o que caracteriza a relação entre filosofia e literatura na obra do mestre francês. Aproximar filosofia e literatura não é algo novo. Não obstante, ainda são poucos aqueles autores que não se mostram resistentes quando tal aproximação é proposta. Thiago Rodrigues é doutorando e Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Tem como núcleo de suas pesquisas e de seus escritos os seguintes temas: Ética e literatura; filosofias da existência; criação, imaginação e imaginário; filosofia e literatura.

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