Ray Bradbury – As Crônicas Marcianas

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As Crônicas Marcianas – Marte e os marcianos fazem parte do imaginário dos terráqueos desde muito antes da chegada do Homem na Lua. Antes que soubéssemos através das célebres palavras transmitidas pela televisão para o mundo inteiro que “a Terra é azul”, sonhamos com pequenos seres verdes, curiosos, inteligentes, maldosos ou bem mais evoluídos que nós, a nos oferecerem o eterno embate com o desconhecido, com o imponderável, num exercício sempre profícuo de aprendizado e tolerância. Ray Bradbury mergulhou fundo nesse exercício de imaginação. (mais…)

Arthur C. Clarke & Ray Bradbury – Marte E A Mente Do Homem: A Conquista De Marte E O Futuro Do Mundo

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Há milhares de anos, Marte brilha no espaço como uma incógnita distante, iluminando a imaginação e o espírito do Homem. Por mais de cinco meses, a sonda espacial Mariner 9 viajou entre a Terra e Marte, entrando no campo gravitacional deste último em novembro de 1971.
Algumas horas antes do Mariner penetrar na órbita marciana, personalidades famosas foram reunidas em Pasadena, Califórnia, para uma discussão pública, enquanto aguardavam com emoção o acontecimento que poderia – ou não – confirmar suas teorias.
Dois deles são notáveis escritores de ficção: Arthur C. Clarke e Ray Bradbury. Os outros são Bruce Murray e Carl Sagan, famosos cientistas, e Walter Sullivan, editor do Times de Nova York, que iria cobrir a chegada do Mariner à Terra.
Após a chegada da nave, reuniram-se os mesmos homens para uma avaliação dos resultados e uma comparação com as previsões.
Mas o principal atrativo de Marte e a Mente do Homem é a própria mente humana, esta estranha espécie que, embora persiga incessantemente a lúcida verdade da Ciência, jamais renuncia à maravilhosa possibilidade do Sonho.

Ray Bradbury – A Cidade Inteira Dorme E Outros Contos

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Autor dos clássicos da ficção científica Fahrenheit 451 e As cronicas marcianas, RayBradbury e um escritor que usa as convenções do gênero fantástico para tornar nossos fantasmas mais reais. Nas narrativas incluídas neste A cidade inteira dorme e outros contos, o ficcionista norte-americano oscila entre o terror psicológico, as alegorias mágicas e a invenção de mundos alternativos as vezes fundindo-os num único relato, mas sempre fazendo com que a imaginação seja um elemento inerente a realidade.
A prosa de Bradbury, as viagens espaciais e os habitantes de outros planetas foram incorporados a paisagem natural, neutralizando o efeito espetacular que poderíamos esperar das revoluções tecnológicas. Dai a ironia da cena em que um padre e um rabino discutem sobre a vinda do Messias num mundo que convive com marcianos, ou do conto em que uma velhinha deseja ver Deus de perto e e ludibriada por um agente de turismo que lhe vende bilhete para um foguete enguiçado.
Nas cenas futuristas de Bradbury, as terras alienígenas estão impregnadas pelo tédio das cidadezinhas do meio-oeste norte-americano e já apresentam aquele convívio entre modernidade e decadência que caracteriza as metrópoles contemporâneas. Não é do porvir, portanto, que Bradbury faz derivar o caráter perturbador de sua literatura, mas de uma percepção do sinistro, do demoníaco, que paira sobre suas personagens como uma sensação de catástrofe iminente.
E assim que ele deixa ausentes, em vários contos, elementos clássicos da ficção científica, mas os substitui por alucinações e desejos obsessivos que se introduzem no cotidiano. E, como em Fahrenheit 451, Bradbury descreve uma sociedade assolada pelo genocídio e pelo controle da vida privada mostrando como a ficção científica, nas mãos de um grande escritor, sempre converge para o presente.