Monteiro Lobato – Fragmentos, Opiniões E Miscelânea

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Fragmentos, Opiniões E Miscelânea – A imensidão de possibilidades de um país-continente por um lado – minério de ferro, terras agricultáveis, clima favorável, e (quem sabe) petróleo. Por outro lado, jogando contra, os “jecas”, bacharéis, funcionários públicos amofinados, poetas saudosistas e intelectuais de mentalidade colonial.
Este é o cenário que tanto exaspera Monteiro Lobato, e que ganha contornos vivazes em seu diário, suas críticas de jornal, observações do cotidiano e relatos de viagem. (mais…)

Thiago Alves Valente – Monteiro Lobato Nas Páginas Do Jornal

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A fase compreendida pelos historiadores como fase de consolidação ou profissionalização da imprensa, início da República até a década de 30, corresponde a um período relevante da atuação do escritor Monteiro Lobato (1882-1948) como jornalista.
O intuito de se abordar os artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo, periódico fundado em 1875 como baluarte das questões ideológicas republicanas, permite situar o início da produção de Lobato em 1913. O limite de 1930 justifica-se pelo momento histórico, ou seja, a transição de um país rural para um estado em franca urbanização com o advento da era Vargas. (mais…)

Monteiro Lobato – O Escândalo Do Petróleo & Georgismo E Comunismo

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Não perfurar e não deixar que se perfure”. Esta era a situação que Monteiro Lobato, o grande ativista de sua época sobre a exploração do petróleo, diagnosticou no Brasil. Ele simplesmente não admitia que num país de enormes dimensões, e num continente no qual as descobertas se multiplicavam, não houvesse um esforço para explorar a fonte de energia que substituía rapidamente o carvão naquela primeira metade de século 20.
O livro O escândalo do petróleo deu origem às principais bandeiras do movimento da sociedade civil que viria anos depois contribuir para a criação da Petrobras. E é este texto, acrescido de Georgismo e comunismo, que a Editora Globo resgata, neste momento em que o Brasil – passadas sete décadas – se prepara para se tornar uma das maiores potências petrolíferas do planeta.
O Escândalo do petróleo foi lançado originalmente em 1936, durante o primeiro mandato de Getúlio Vargas. Ele relata a aventura vivida pelo próprio escritor, que reuniu capital de pequenos investidores e tentou por dez anos encontrar petróleo no subsolo brasileiro. Por conta de sucessivos empecilhos do governo da época, as tentativas de prospecção acabaram frustradas. Mas, a repressão não se resumiu ao Lobato empresário e ativista; também o escritor acabou tendo seu texto proibido pela ditadura do Estado Novo em 1937, após o sucesso editorial do lançamento com algumas tiragens sendo vendidas rapidamente. Essa situação só iria se modificar com Vargas deixando o poder em 1945.
Já o texto Georgismo e comunismo, que compõe a edição da Globo, é de 1948. Nele o autor apresenta o pensamento econômico do norte-americano Henry George, como forma de promover avanços sociais numa democracia capitalista e assim evitar a ameaça comunista que havia se tornado realidade com a participação da União Soviética na vitória sobre as forças do Eixo na Segunda Guerra Mundial. A proposta de George tem como ponto principal a criação de um “imposto único” sobre a terra improdutiva.
Nesses dois textos o leitor vai constatar como as reivindicações de Lobato são atuais. Afinal, os cenários mudaram, mas não os problemas que o Brasil continua enfrentando tanto tempo depois. E, à falta do homem público, restam seus textos cheios de coragem e esperança no futuro.

Monteiro Lobato – Mundo Da Lua

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Este livro reúne crônicas, resenhas, críticas e comentários que Monteiro Lobato escreveu durante a sua juventude, quando frequentava a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Esses textos vieram de um antigo diário no qual Lobato anotava esquetes, descrições de paisagens, flagrantes do cotidiano e opiniões sobre temas variados.

Monteiro Lobato – A Onda Verde

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A onda verde’ tem como assunto o café que, como uma onda verde, do Rio de Janeiro espalhou-se por todo o estado de São Paulo, mostrando-se necessário e decisivo para o progresso da economia do país. É neste cenário que Monteiro Lobato situa suas críticas contra a influência norte-americana e procura fazer considerações sobre a literatura, o dialeto caipira e a perturbação da natureza causada pelo homem.

Monteiro Lobato – Dom Quixote Das Crianças

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Emília é uma boneca que não toma jeito. De tanto xeretar nas coisas de Dona Benta, acaba derrubando um grosso livro antigo bem em cima do Visconde de Sabugosa, e quase destrói o pobre do sabugo. No entanto, o acidente acaba por iniciar mais uma das histórias da turma do Sítio do Picapau Amarelo. Aquele volume era o ‘Dom Quixote’, de Miguel de Cervantes. A curiosidade de Narizinho e Pedrinho foi grande, e a sábia senhora achou uma boa oportunidade para aproximar os netos daquela obra literária, recontando a história como só as avós sabem fazer. ‘Dom Quixote para crianças’ narra as aventuras do cavaleiro errante que assombrava a Espanha correndo atrás de moinhos e lutando contra exércitos de carneiros. Na narrativa é Dona Benta, quem dialoga e responde à curiosidade das crianças – e também das bonecas de pano e sabugos de milho que porventura estejam a ouvir.