Elisabeth Roudinesco – Lacan: Esboço De Uma Vida E História De Um Sistema De Pensamento

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Lacan: Esboço De Uma Vida E História De Um Sistema De Pensamento – Retrato fascinante da vida e do pensamento de Jacques Lacan, o mestre que retomou o pensamento de Freud e mudou a cultura psicanalítica.
Autora da monumental História da psicanálise na França, Elisabeth Roudinesco delineia aqui um fascinante retrato da vida e do pensamento de Jacques Lacan, um mestre cujas contradições e ambigüidades, tanto em sua prática psicanalítica quanto em seu ensino teórico, evocaram ou a adesão beata ou a execração sumária. (mais…)

Jacques Lacan – Os Não-Tolos Erram / Os Nomes Do Pai

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Lacan não é la canne e sim lacune. Mesmo que o establishment o queria já-claquean-tecipamos que essa tradução não lhe fará qualquer concessão e as spaltungen, que são inúmeras, serão mantidas tal qual foram forjadas por uma fala que sempre se quis falha. Nossa intenção, portanto, não foi docilizar ou domesticar esse difícil seminário proferido já no fim de 1973 e que segue até meados de 1974. Ambíguo e pluridimensional, desde o título que faz conjunção-disjuntiva entre Les non-dupes errent e Les noms du père, tentamos traduzi-lo (traduttore, traditore) o mais próximo possível da letra que, cá entre nós, já não é mais, por essa época, tão freudiana assim. (mais…)

Antonio Teixeira & Heloisa Caldas (Orgs.) – Psicopatologia Lacaniana Vol. I

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Este primeiro volume de Psicopatologia Lacaniana, dedicado ao tema da semiologia, nasceu de uma constatação empírica.
À exceção do livro fundador de Psicopatologia Geral de K. Jaspers, que se estrutura explicitamente a partir do paradigma fenomenológico compreensivo, a literatura clínica dedicada ao tema da Psicopatologia disponível em língua portuguesa assume uma perspectiva predominantemente descritivista na abordagem dos fenômenos mentais. (mais…)

Jacques Lacan – Escritos

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A publicação dos Escritos de Lacan no Brasil constitui um marco para a bibliografia psicanalítica em língua portuguesa.
Contendo a íntegra dos textos escritos por Lacan entre 1936 e 1966, inclui “O seminário sobre ‘A carta roubada'”, “O estádio do espelho”, “Função e campo da fala e da linguagem” (mais…)

Jacques Lacan – A Família

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A família surge-nos como um grupo natural de indivíduos unidos por uma dupla relação biológica: por um lado a geração, que dá as componentes do grupo; por outro as condições de meio que postula o desenvolvimento dos jovens e que mantêm o grupo, enquanto os adultos geradores asseguram essa função. (mais…)

Colette Soler – O Que Lacan Dizia Das Mulheres

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Com um olhar penetrante, Colette Soler mistura teoria com especialidade clínica. Ela explica de forma sedutora o que Lacan pensou sobre a controversa questão de diferença sexual.
Com o cuidado que esse tópico merece, a autora discorre sobre questões como a concepção de mulher e a relação com o masoquismo, a ligação entre feminilidade e histeria e entre amor e morte, e a relação sexual impossível de que Lacan fala.
Além dos conceitos comuns lacanianos, O que Lacan dizia das mulheres também explora o papel da mãe no inconsciente, a compreensão lacaniana de depressão e a razão por que os depressivos não se sentem amados.
Não é preciso ser feminista para perceber os preconceitos de Freud, muito característicos do fim do século XIX. Os debates pós-freudianos da primeira metade do século XX, inspirados numa preocupação totalmente inversa com a equidade, não fizeram a questão avançar. Foi preciso chegar à segunda metade do século e a Jacques Lacan para que algo novo se fizesse ouvir.
A subversão sexual já estava em curso na civilização, e era impossível ignorar, neste começo de século XXI, o que por pouco a psicanálise deixou escapar. “Colaboradora próxima de Lacan, Colette Soler é uma psicanalista conhecida no Brasil (onde vem regularmente há vinte anos) por sua transmissão clara e precisa da psicanálise, tanto em suas palestras quanto em seus textos.
Em O que Lacan dizia das mulheres – livro que recebeu o prêmio Psyché 2002, concedido pela Association Française d’Etudes et Recherches Psychiatriques –, a autora aborda a posição feminina a partir da teoria de Lacan, que vai além da abordagem falocentrista e edipiana de Freud e propõe que as mulheres têm acesso a um outro gozo por não estarem totalmente absorvidas na lógica fálica e patriarcal.

Teresa Brennan (Org) – Para Além Do Falo: Uma Crítica A Lacan Do Ponto De Vista Da Mulher

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Para além do falo tem por base uma série de quinze seminários realizados na Universidade de Cambridge, no King’s College e na Faculdade de Ciências Sociais e Políticas, entre janeiro e julho de 1987. A série foi organizada numa tentativa de explorar os debates freqüentemente intensos que surgiram em torno da psicanálise, especialmente a do tipo
lacaniano, e o feminismo.
As mulheres que apresentaram os seminários estão identificadas com posições teóricas distintas, e às vezes opostas, nesses debates. Majoritariamente, os debates dizem respeito ao essencialismo, ao tipo de lei simbólica que a cultura requer, à diferença sexual, ao grau de patriarcalismo inerente do conhecimento e à prática e uso político da psicanálise para o feminismo. Os debates-chave da série também estruturam esse livro. Meus primeiros agradecimentos vão para as mulheres, protagonistas principais dos debates, vindas da Índia, dos Estados Unidos, da França e de outros pontos da Inglaterra, muitas vezes interrompendo suas próprias programações intensivas para comparecer.
Até onde os debates sobre psicanálise e feminismo têm um ponto de partida comum, este ponto é a preocupação do feminismo com a transformação social: uma questão política, nominalmente apropriada para docentes de ciências sociais e políticas. Mas as colaboradoras são principalmente teóricas de literatura; somente duas dentre elas têm antecedentes nas ciências sociais. E o público é oriundo não só da sociologia e da política como ainda de línguas modernas e medievais, do inglês, dos estudos clássicos e assim por diante, cobrindo todo o espectro disciplinar. O alcance interdisciplinar e o apelo do feminismo estão estabelecidos; evidentemente, quando o feminismo está ligado à psicanálise, não estão limitados.