Muito à frente de seu tempo, o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) compreendeu cedo a necessidade de relativizar valores e crenças. Stephen Kalberg, um importante estudioso de Weber, apresenta uma introdução rica e matizada, mas ao mesmo tempo clara e sucinta, dos principais vetores, temas e problematizações do pensamento do sociólogo alemão.
Com precisão, o autor articula o contexto intelectual no qual Weber estava inserido e com o qual dialogava, aspectos centrais de sua metodologia e seus principais temas de interesse e investigação. Oferece, assim, um balanço crítico do pensamento weberiano, mostrando sua atualidade na época e hoje, quase cem anos após a morte de Weber.
Os estudos sociológicos de Max Weber (1864-1920) são lidos no mundo inteiro. Os temas e as questões do sociólogo alemão, amplos e profundos, nos interpelam ainda hoje, cerca de 90 anos após sua morte. Aqueles que se interessam por compreender o funcionamento e a dinâmica interna tanto das sociedades modernas quanto das pré-modernas reconhecem o valor de seus conceitos e teorias, e aprendem com eles.
O fato é que em todo o mundo historiadores e cientistas sociais se defrontam hoje com a necessidade de se familiarizar com as principais dimensões da sociologia weberiana. Este livro oferece uma série de respostas a uma pergunta simples: por que a sociologia de Max Weber continua a ser lida de forma tão ampla?
Apesar de breve, este volume tem dois grandes objetivos. Em primeiro lugar, busca examinar, em capítulos específicos e de modo rigoroso, os principais temas da obra sociológica de Max Weber, referindo-os ao contexto intelectual e social do seu tempo.
Os importantes debates que cercaram as origens das ciências sociais modernas tiveram influência decisiva no pensamento weberiano e penetraram profundamente na formação de sua sociologia compreensiva (verstehen). Além disso, seus escritos respondiam diretamente à secularização, à industrialização e à urbanização que vinham ocorrendo em larga escala desde quase um século antes.
Weber observou o nascimento do “cosmos moderno” com um misto de fascinação e maus pressentimentos. Em que direções esse novo cosmos empurraria as pessoas?, perguntava-se ele. Será que elas conseguiriam manter algum senso de dignidade? Que configurações de valores continuariam a ser imperiosas? Poderiam elas, no futuro, servir de fundamento a decisões éticas? O ser humano orientado por valores e psicologicamente modelado por estes teria condições de sobreviver?
Para compreender os temas sobre os quais Weber se debruçou, é indispensável examinar essas questões, bem como o ambiente intelectual mais geral em que ele escreveu. Poucas vezes os comentadores dos estudos de Max Weber procuraram situá-los sob essa ótica.

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