Sociedade Brasileira De Estudos De Cinema – Estudos de Cinema: SOCINE II e III
Com a publicação dos Estudos de Cinema: SOCINE II e III, tornamos público os textos das comunicações apresentadas em nossos Encontros Anuais de 1998 e 1999, realizados, respectivamente, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade de Brasília, com a organização geral de Consuelo Lins (Encontro UFRJ) e João Lanari e Denilson Lopes (Encontro UNB).
Estes dois Encontros significaram o amadurecimento definitivo da Socine como entidade representativa dos estudos de cinema no Brasil.
O recorte proposto pela Socine em sua criação, reivindicando um espaço específico para o estudos de cinema dentro do campo da comunicação, está proporcionando um retorno acima do esperado.
Podemos sentir vindo à tona um continente submerso de pesquisa na área do audiovisual. Pesquisadores e professores que antes não tinham espaço para expor seus trabalhos, ou os expunham de modo marginal, em fóruns não adequados, passaram a dispor da estrutura de uma sociedade civil voltada para suas preocupações.
No IV Encontro, de 2000, temos 102 comunicações previstas, a serem apresentadas em 22 mesas-redondas. A produção retratada neste volume é uma demonstração clara da densidade das pesquisas desenvolvidas. A intensidade que tem cercado a apresentação dos textos nos Encontros e a dinâmica da estrutura das mesas só vem reafirmar este aspecto.
A Socine surgiu com a preocupação de valorizar os estudos cinematográficos, dentro de um universo no qual a sobredeterminação excessiva da dimensão da inovação tecnológica restringia cada vez mais o espaço da discussão do cinema dentro do campo acadêmico e na mídia em geral.
Embora tenhamos sempre reafirmado nossa abertura às experimentações que diluem as fronteiras da cinematografia- e dedicado diversas mesas a este assunto -, a função de nossa Sociedade é a de recuperar e valorizar a tradição cinematográfica como um veio particularmente valoroso para se pensar o universo audiovisual.
Entendemos aqui a tradição cinematográfica seja em sua vertente ficcional- que vem do classicismo narrativo, do cinema das origens e das dimensões abertas pelas várias experiências de vanguarda-, seja em seu veio não-ficcional, em que despontam as atualidades, a tradição documentária, o cinema verdade/direto, o filme auto-biográfico, o docudrama, as experiências performáticas.
É com esta tradição que nos debatemos ao pensarmos as mídias de comunicação (como a televisão) e a conformação digital da imagem. É a esta tradição que se remetem, de modo prioritário, as atividades da Socine.

 

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