Sérgio Ricardo Strefling – A Filosofia Política Na Idade Média
O presente livro constitui-se numa apostila que tem como escopo ser o roteiro básico para orientar as aulas, o estudo e a pesquisa na disciplina Seminário de História da Filosofia Medieval no Curso de Licenciatura em Filosofia na modalidade de Educação a Distância da Universidade Federal de Pelotas.
O título A Filosofia Política Na Idade Média faz jus ao tema que será desenvolvido durante o seminário. Evidentemente, fez-se mister elegermos alguns autores, entre os diversos, que compõe o período que a tradição acadêmica convencionou chamar de Idade Média.
Entendemos que para melhor aproveitamento deste material de estudo e acompanhamento do seminário é conditio sine qua non que o aluno tenha as informações oferecidas na disciplina de História da Filosofia Medieval.
Não apresentaremos biografias completas nem desenvolveremos toda a complexidade que envolve cada obra política que será citada, mas apresentaremos as principais ideias que compõem o pensamento político do medievo.
Nosso estudo terá como objetivo principal situar o estudante no contexto histórico-político do medievo e identificar os principais problemas, entre eles, a relação entre Igreja e Estado e a legitimação do poder.
A partir desta identificação, pretendemos analisar as doutrinas que se tornaram filosofia política e como tal influenciaram a modernidade e pós-modernidade.
Nosso estudo contemplará a problemática concentrada na Europa Ocidental, ou no ocidente latino cristão, mas, oportunamente, entendemos ser relevante considerar as tradições judaicas e islâmicas, como também a relação entre oriente e ocidente, desde a antiguidade até nossos dias.
A Idade Média só produziu livros sobre o pensamento político a partir do século XIV, embora as ideias políticas fossem discutidas em escritos de outros assuntos nos séculos anteriores.
Destaca-se João de Salisbury, que escreveu Policraticus, na década de 1160, no qual ele não faz nenhuma referência ao Estado feudal onde viveu e trabalhou, preferindo falar de uma res-publica imaginária.
Também Santo Tomás de Aquino, no século XIII, discutiu intensamente a lei na Summa Theologica. Quando a Política de Aristóteles chegou ao Ocidente numa tradução latina no século XIII, essa situação começou a mudar.

 

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