Richard Barbrook – Futuros Imaginários: Das Máquinas Pensantes À Aldeia Global
Esta adaptação de Imaginary futures foi realizada por pesquisadores do des).(centro, em colaboração direta com Richard Barbrook.
O autor doou ao grupo a propriedade intelectual da versão em português para que possam realizar ações sintonizadas com os ideais e objetivos que embasam seus trabalhos, como disponibilizar a obra gratuitamente na Internet.
O des).(centro – plataforma para agregação de projetos e pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento – divide-se em pesquisas e cooperações técnicas, festivais, seminários e encontros (como o Mídia Tática Brasil, realizado na Casa das Rosas, em 2003, com a presença de Barbrook e do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, alcançando grande repercussão; o festival Submidialogia e o Cibersalão), além de itinerâncias interterritoriais, oficinas aplicadas e publicações editoriais, como é o caso do livro Futuros Imaginários.
Futuros Imaginários é a primeira obra de Richard Barbrook editada no Brasil, e representa a convergência de conceitos explorados por ele em outros influentes ensaios sobre o confronto entre comércio e cooperação dentro da Internet, como O Manifesto Do Artesão Digital, escrito com Pit Schultz, A Economia Da Dádiva Da Alta Tecnologia, Cibercomunismo, A Regulação Da liberdade, A Ideologia Californiana, escrito com Andy Cameron, e A Classe Do Novo.
Aliando a infância nos Estados Unidos, uma fase punk adolescente na Inglaterra, sua trajetória acadêmica e a atuação em rádios piratas e comunitárias, os trabalhos de Richard, autoproclamado “trabalhador esquerdista”, são uma radical crítica à ideologia da ciber-elite neoliberal californiana de que, no futuro da alta tecnologia, todos poderão ser trabalhadores criativos.
Em seus trabalhos anteriores, Barbrook argumenta que a rede permite a emergência de comunidades virtuais espontâneas e flexíveis, definidas mais por convenção social do que troca de mercado, e que a importância das inovações tecnológicas está justamente na sua habilidade de contestar as ideologias dos líderes de opinião.
O autor discorre, então, sobre os ícones da produção não-comercial da rede: o movimento do software livre e de código aberto e os blogs, apontando que os participantes desta economia da dádiva da alta tecnologia não precisam pensar sobre as implicações políticas de seus métodos de trabalhar colaborativamente, mas nem por isso deixam de participar de uma forma de cibercomunismo.

   

 

 

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