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A toxoplasmose é uma doença que tem como agente etiológico um protozoário – o Toxoplasma gondii – cuja descoberta é atribuída a Splendore, em 1908, em coelhos de laboratório em São Paulo e, também, a Nicolle e Manceaux, no mesmo ano, na Tunísia, em um roedor.
De lá para cá, portanto, desde um século, os conhecimentos sobre a toxoplasmose evoluíram sobremaneira, tanto no campo médico animal quanto no humano. Sabe-se, hoje, que a toxoplasmose é de acometimento cosmopolita, apresentando enorme prevalência humana, com taxas de infecção variáveis de acordo com as regiões do globo, chegando a 70-80%.
Felizmente, a grande maioria dos casos é inaparente. Todavia, o grande impacto sanitário da toxoplasmose humana é o acometimento fetal, durante a gestação, cujas repercussões clínicas são extremamente graves com quadros principalmente neurológicos e oculares.
Um segundo grupo de alto risco – os acometidos pela Imunodeficiência Humana – HIV – passou a fazer parte da casuística toxoplásmica de maneira expressiva.
No Brasil, não há programas organizados, sistematizados para o controle da toxoplasmose congênita, a não ser algumas experiências isoladas em nível municipal, como Londrina e Curitiba, inseridas na rede pública de assistência à gestante e a criança. A Secretaria de Saúde do Município de Londrina, em ação conjunta com a Universidade Estadual de Londrina, desenvolve há vários anos, de maneira organizada, a vigilância da toxoplasmose congênita.
Com isso, os conhecimentos acerca do diagnóstico, tratamento, condutas médicas para esse grupo de risco evoluíram muito e estão, praticamente, consolidadas.

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