Pedro De Castro Da Cunha E Menezes – Áreas De Preservação Ambiental Em Zona De Fronteira: Sugestões Para Uma Cooperação internacional No Contexto Da Amazônia
O livro faz análise de cooperações entre unidades de preservação ambiental contíguas em mais de um lado de fronteiras internacionais em diversos pontos do mundo e propõe linhas de ação para os parques e reservas fronteiriços na Amazônia brasileira.
Nesse trabalho, Pedro da Cunha e Menezes conjuga sua experiência diplomática como conselheiro do Itamaraty, já tendo servido em postos em várias partes do mundo, com uma trajetória dedicada às áreas protegidas, que o tornou um dos maiores conhecedores do tema no Brasil.
O interesse pelas unidades de preservação ambiental e o fato de ter servido ao Itamaraty em postos no exterior, além de lhe permitir acompanhar o contexto da discussão sobre o tema nos fóruns internacionais, criaram condições para que visitasse e conhecesse em detalhe parques e reservas do mundo inteiro, em especial no que diz respeito às estratégias de gestão adotadas pelos países que mais se destacam nessa área, tanto no que diz respeito à preservação ambiental quanto às estratégias de uso público.
Além disso, o autor traz na bagagem sua experiência como diretor de uma das mais relevantes unidades de conservação do país, o Parque Nacional da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, e mais recentemente, ocupou a Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no período de 2012/2013.
Essa trajetória, e sua dedicação à análise do tema, fazem de Pedro Menezes um dos principais especialistas em estratégias de uso público de unidades de preservação ambiental no país.
Como base para o desenvolvimento do trabalho, o texto traça a linha evolutiva do pensamento conservacionista no contexto internacional, nas últimas décadas, e a importante contribuição do Brasil nesse processo, como detentor não só da maior biodiversidade do planeta, mas de uma das maiores coberturas de áreas protegidas.
Ao avaliar o contexto brasileiro, o trabalho refere ao mesmo tempo uma significativa evolução no contexto institucional relacionado ao tema e a construção de um modelo que superou a histórica diferença entre o pensamento conservacionista e o socioambientalismo, com a criação, no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de um conjunto de categorias que articulam desde as áreas de proteção integral até as unidades de uso sustentável, onde se enquadram as reservas extrativistas, que tiveram origem na luta dos povos da Amazônia, em especial sob a liderança de Chico Mendes.

 

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