Paulo Celso Da Silva & Outros (Orgs.) – Midicidade

Paulo Celso Da Silva – Midicidade
A cidade pode ser entendida de muitas maneiras, de palimpsesto a processo.
As suas mais variadas configurações, exigências, dificuldades a tornam personagem de si-mesma que, teóricos, especialistas, fotógrafos procuram registrar, dialogar e fazer-se entender na concretude e no imaginário.
Ambos, construídos dia-a-dia, assim, a cidade é um fazer cotidiano no qual tanto a cidade funda o urbanoide quanto o urbanoide a funda.
A variedade de temas e abordagens do e-book Midicidade, atesta isso com propriedade. Além do que, a visão plural pode ser verificada na localização geográfica das/dos participantes, de Sorocaba, Santiago de Chile, Barcelona na Catalunha, Caxias, Rio de Janeiro, São Paulo.
São falas e diálogos que abrangem ainda mais cidades, pensadores, artistas etc. Um mosaico de influências que atinge a internacionalização, e isso o leitor pode verificar, também, começando pelas referências.
Mapeadas mentalmente as referências, o próximo passo é verificar os locais de fala de cada texto. As cidades mundiais com suas redes diversas e tendo a mídia na sua organização, marcam um trajeto teórico que se complementam com os movimentos de territorialização da cultura, por meio do fado contemporâneo.
Tais conceitos serão pontuados em Barcelona, capital da Catalunha, especificamente questionando o bairro do Raval, emblemático por sua centralidade e diversidade cultural.
Em consonância à essas preocupações, e no bojo do processo de Gentrification, temos dois bairros que guardam desenvolvimentos diferentes, mas parte do mesmo movimento global que sustenta as cidades mundiais.
Como parte, importante e essencial, para compreender a Globalização em na segunda década do século XXI, um estudo acerca do trabalho das mulheres no meio rural da Região de Bío-Bío (Chile), a segunda mais populosa do país.
Tal estudo das atividades econômicas rurais femininas nos fazem refletir, aquilo que o geógrafo Milton Santos afirmava a respeito da modificação na relação campo e cidade, onde temos, a cidade do campo, pois é ela a fornecer os insumos necessários para o desenvolvimento e a manutenção do campo.
A ideia de um cinturão verde contornando a cidade é assim, substituído por uma leitura mais dinâmica da economia e dos movimentos sociais contemporâneos.

 

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