Michel Foucault – História Da Sexualidade II: O Uso Dos Prazeres
História da sexualidade é um estudo em três tomos sobre a sexualidade no mundo ocidental escrito pelo filósofo e historiador francês Michel Foucault.
O primeiro tomo, A Vontade De Saber, foi publicado pela primeira vez em 1976 pela editorial Gallimard. Foi seguido de O Uso Dos Prazeres e O Cuidado De Si ambos publicados em 1984.
O quarto tomo que seria “Os prazeres da carne” não chegou a ser concluído e como Michel Foucault deixou manifesta em testamento a vontade de que nenhum de seus textos inacabados fossem publicados, o conteúdo do quarto tomo nunca foi divulgado.
O tomo I analisa as ideias de Foucault quanto à “hipótese repressiva”, a ideia que a sociedade ocidental teria suprimido a sexualidade desde o século XVII até meados do século XX.
Ele argumenta que esta hipótese é uma ilusão e que na realidade os discursos sobre a sexualidade proliferaram durante este período. Continua argumentando que neste momento os especialistas começam estudar a sexualidade de forma científica, classificando os diversos tipos de sexualidade e incentivando as pessoas a confessarem seus sentimentos e condutas sexuais, todo com o desejo de conhecer a “verdade” sobre o sexo.
Foucault estava interessado na criação do sujeito e na forma como o indivíduo é constituído. Em História Da Sexualidade ele argumenta que no mundo ocidental, durante os séculos XVIII e XIX, a identidade das pessoas começa a estar cada vez mais ligada à sua sexualidade.
O Uso Dos Prazeres assinala uma importante transformação na história. Conservando o objetivo de investigar como nasce, nas sociedades ocidentais modernas, a noção de sexualidade.
Foucault recua no tempo até a Grécia clássica para investigar como a atividade sexual se constitui como domínio de prática moral e modo de subjetivação característicos do projeto de uma “estética da existência”.
Através do estudo da moral sexual da Grécia Antiga e da Roma dos séculos I e II, Foucault acrescenta à sua obra, até então principalmente epistemológica e política, uma dimensão ética. A liberdade do sujeito afirma-se.

   

 

 

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