Ferrer acreditava no poder da educação, porque estava convencido de que “todo aperfeiçoamento significa a supressão de uma violência”. Por isso, esperava da ciência a libertação da criança. Se não viu o problema em toda a sua espantosa complexidade, bem viu muitas das suas faces. Afastar de junto da criança quaisquer paixões partidárias, as quais despertam o ódio, o sectarismo pró ou contra, o exclusivismo, o espírito de autoridade e a violência – esse é o caráter da Escola Moderna e que não tem sido realmente compreendido pelos revolucionários extremados. Ferrer confessou mesmo evitar as palavras “anarquia”, “comunismo anárquico” ou “ideias libertárias” nos seus tratados de educação. O que ele pretendia era libertar a própria criança de todas as cadeias, inclusive da cadeia mais forte do preconceito de estar de posse da verdade única…

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