Marcio Gimenes De Paula & Marcos Aurélio Fernandes (Orgs.) – Lições De Filosofia Da Religião

O presente livro é fruto do esforço didático de quatro professores do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília que, na condição de participantes do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Religião dessa universidade, apresentam aqui lições, dentro de suas respectivas especialidades, no intuito de colaborar com a pesquisa em Filosofia da Religião.

O primeiro trabalho, de autoria de Agnaldo Cuoco Portugal, intitula-se A Filosofia Analítica da Religião. Aqui, por intermédio de uma densa explicação de caráter mais geral, mas, ao mesmo tempo, aprofundando-se em importantes autores e referências da área, o autor apresenta ao leitor – tanto iniciante como o já mais especializado – um panorama seguro da perspectiva analítica acerca da religião tanto nos seus fundamentos como em suas perspectivas futuras.

No trabalho Escólios a uma pessoa implícita: Explorações no Tomismo, no Advaita Vedanta e no Budismo, Scott Randall Paine apresenta reflexões e sugestões no sentido de uma comparação de ideias antropológicas e metafísicas nas obras de Tomás de Aquino na tradição cristã, no Vedanta na tradição hindu, e no Theravada
(principalmente) na tradição budista, com o intuito de identificar possíveis correspondências onde se costumava ver apenas discrepâncias. O intuito do autor é que o texto possa despertar algumas intuições no leitor, e também servir de estímulo para pesquisas mais circunstanciadas sobre os temas envolvidos.

Marcos Aurélio Fernandes apresenta o capítulo Para uma Fenomenologia da Religiosidade. Seu intuito é indicar caminhos para o exercício de um pensar meditante que concerne à fenomenologia da religiosidade. Meditar é, aqui, pensar o sentido de ser do fenômeno, isto é, seguir, questionando e investigando, a sua fenomenologia. Assim, seguindo a via do pensamento meditativo fenomenológico propõe-se exercitar no questionamento, que é a “piedade do pensamento” (Heidegger). O fio condutor desta meditação fenomenológica é a dupla pergunta: como se dá a fenomenologia da religiosidade? Como o pensamento que a medita pode receber esta sua doação e segui-la em sua busca questionadora e investigativa?

Por fim, o último capítulo, de autoria de Marcio Gimenes de Paula, intitula-se A crítica ao cristianismo no século XIX e o tema da Filosofia da História: algumas incursões em Löwith, Feuerbach, Kierkegaard e Nietzsche. Aqui o objetivo do autor é avaliar algumas questões centrais em Filosofia da História e como essas se afirmam como uma espécie de secularização de ideias religiosas, tal como apontado por Karl Löwith. A fim de complementar o seu percurso, o autor elege autores como Feuerbach, Kierkegaard e Nietzsche como importantes referências para a crítica do cristianismo no século XIX e, deste modo, abre perspectivas para um aprofundamento da temática dentro da Filosofia da História já no século XX e, obviamente, em franco diálogo com a Filosofia da Religião.

 

Caneca De Tanto Ler E Imaginar | Branca

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