Muito Além Da Loucura – A história de um crime até então sem precedentes no Brasil: para ficar com a fortuna da família, Marcílio matou o pai, a mãe, a avó e o irmão.
Numa madrugada, Marcílio, de 19 anos, viciado em drogas e ovelha negra da família, mata a tiros o pai (rico comerciante português), a mãe, a avó e um irmão (‘um jovem louco, esquizofrênico, tomava muitos remédios controlados’), a quem tenta culpar pelos crimes, simulando suicídio da vítima.
Crime premeditado. Mas seu artifício (um suposto bilhete do irmão justificando os crimes) é desmascarado (a letra não bate com a do irmão). Marcílio confessa os crimes, é processado e condenado.
Como a família não contratou advogado para defendê-lo, teve a defesa conduzida por um advogado nomeado pela Defensoria Pública, o brilhante Dr. João Meira, que trabalhou com seriedade e conseguiu uma pena menor do que a prevista.
A tese era de que o rapaz era esquizofrênico, mas após o julgamento, pela ingrata reação do condenado, o advogado percebe que Marcílio na verdade era um psicopata.
Na prisão, o condenado passa a ler a Bíblia (presente da irmã, Vânia), recebe a visita de uma mulher (Bartira, dessas que gostam de amor-bandido) que diz amá-lo (apaixonou-se por ele quando viu sua foto nos jornais), ela engravida e tem filhos gêmeos dele – filhos que Marcílio nunca veria.
Ele engravida outra mulher, de novo de gêmeos, que também não conheceria (balanço: matou quatro da família, gerou quatro filhos).
Passa a colaborar com traficantes na prisão (recebe mulheres como presente ou pagamento de serviços prestados). Ainda preso, achaca os irmãos Nei e Vânia e quer receber parte da herança, a que não tem direito. Solto, se diz arrependido e morre cego, de câncer do cérebro, diante da irmã. A história se passa em Salvador, Bahia.

 

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