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As análises macroeconômicas são agregadas, na própria definição do campo de estudo da disciplina fundada por Keynes em meio à grande depressão dos anos 1930. Isto é, olha-se para o conjunto de pessoas numa dada sociedade, não importando a respectiva região de moradia, estrato econômico, composição de fontes de renda ou outros atributos individuais. Tudo se passa como se tratássemos de um agente representativo hermafrodita (meio homem, meio mulher), de meia idade, classe média e possivelmente de Minas Gerais (como dizem os cientistas políticos, uma boa média da diversidade populacional brasileira), etc. Em várias situações, a ficção macroeconômica se mostra adequada para não nos perdemos nos detalhes desnecessários. Em outras situações, entretanto, aspectos importantes do problema analisado residem justamente nos detalhes omitidos. Não há como entender o quadro completo sem enxergar os detalhes dos grupos que emergem e dos que afundam, seja no desenho de redes de proteção social, seja em trampolins para a ascensão econômica desses grupos.

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