Léa Marques & Outros – Informalidade: Realidades E Possibilidades Para O Mercado De Trabalho Brasileiro
Este artigo apresenta o debate em torno do conceito de informalidade, situando-o no mercado de trabalho brasileiro.
Tem-se como objetivo tratar de suas diferentes manifestações e das tendências que costuram a informalidade no atual cenário brasileiro, a fim de melhor entender a realidade laboral da maior parte dos homens e mulheres que vivem nas periferias do país.
Historicamente associada com a pobreza e como exceção do desenvolvimento dos anos 1970, até hoje a definição de informalidade vai se complexificando, sendo compreendida para além de mera oposição ao trabalho formal ou como resíduo do desenvolvimento capitalista.
Ao longo dessas décadas, o debate evidenciou que, mais do que não eventual, a informalidade permanece intrínseca ao modo de produção atual, de forma que políticas que visem apenas sua superação, sem conectá-la às tendências e ao papel que desempenha globalmente no mundo do trabalho, talvez possam não dar conta de uma abordagem que melhor entenda o fenômeno e seus meios de superação.
Além do debate conceitual, o artigo conta com uma parte de contextualização da informalidade no país, sua relação com a formação da classe trabalhadora brasileira e, portanto, sua vinculação indissociável com questões de raça e gênero.
Em seguida, é feita uma projeção de possíveis cenários, dado o contexto atual da reforma trabalhista e da uberização do trabalho.
As considerações finais levam em questão esses trabalhadores e trabalhadoras como sujeitos ativos de suas histórias, ou seja, a informalidade é considerada como um campo de produção de práticas cotidianas, estratégias, as quais em uma escala mais ampla desenham a cartografia do trabalho da realidade brasileira.
Este dossiê faz parte do Projeto Reconexão Periferias, da Fundação Perseu Abramo (FPA), que, através de uma série de ações, pretende conectar os problemas enfrentados pelos moradores e moradoras das periferias do Brasil com soluções transformadoras social e politicamente, buscando um impacto na relação capital-trabalho que signifique mais emancipação para os trabalhadores e trabalhadoras.

 

Camisa Pessoa

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