Junito De Souza Brandão – Mitologia Grega Vol. III
Este terceiro volume fechando um amplo circuito, reúne um respeitável acervo de dados, com seu enfoque na figura do Herói, que recebe minucioso e sistemático tratamento, dir-se-ia sem paralelo na literatura especializada contemporânea.
Não haverá exagero em afirmar que o presente estudo constitui uma admirável mise au point, pela atualidade e abrangência da apreciação dos aspectos simbólicos do mito.
Mitologia Grega Vol. III nos fala dos mitos dos heróis. Aprendemos com a Psicologia Analítica de C. G.Jung, através do conceito de arquétipo, a importância dos mitos para a estruturação e desenvolvimento de nossa consciência individual e coletiva.
A presença e a compreensão do dinamismo do herói é de primordial importância na evolução e estruturação de nossa personalidade. Sempre que algo novo e transformador vai ser implantado em nossa consciência pessoal e coletiva algum dinamismo heróico deverá estar ativado.
A tarefa de melhor conhecer as possibilidades da consciência individual e coletiva do ser humano é bastante árdua. Neste sentido, a feliz descrição que Mitologia Grega Vol. III faz das múltiplas facetas, bem como dos variados comportamentos dos numerosos heróis da riquíssima Mitologia Grega, muito pode nos ajudar.
O herói é aquele que se exaure na sua missão, vive para a sua causa. Como seres que não são deuses nem humanos, são intermediários entre o mundo da consciência e o inconsciente.
São “daímones”, são o traço-de-união entre o mundo dos homens e o mundo divino. Símbolos fortíssimos de transformação são sempre dotados de forte carga emocional, de grande potencial transformador, trazendo vida nova e fertilizando, a partir do inconsciente, a nossa consciência.
O conhecimento das características dos heróis, a sua complicada e às vezes dupla origem, seu comportamento, ora encantador, ora agressivo, destrutivo ou desonesto; seus defeitos, sua morte trágica como coroamento de sua vida, seus diferentes destinos após a morte, ora ajudando ora prejudicando os humanos, tudo nos enriquece e amadurece para experimentarmos as infinitas possibilidades das transformações humanas.
O herói, como arquétipo, está sempre constelado nas grandes transformações. Assim temos o herói matriarcal, implantando o dinamismo da grande mãe, fertilizando e organizando o mundo em função dos princípios de procriar, nutrir, cuidar e acolher.

 

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