José H. Barros De Oliveira – Psicologia Positiva
Não nos sendo possível tratar todas as emoções positivas e/ou valores, abordamos algumas mais importantes e mais comumente estudadas, com desenvolvimento desigual, conforme as nossas possibilidades e interesses de investigação, começando pelo amor, que dá o tom a tudo e que se correlaciona com as outras emoções, como a felicidade, por sua vez intimamente relacionada com a alegria, o sorriso e o sentido de humor.
Segue-se o otimismo, que depende mas também potencia o amor e a felicidade, o mesmo acontecendo com a esperança, correlacionada com o otimismo.
Aborda-se depois o perdão, atualmente também versado na Psicologia e que se alimenta ao mesmo tempo que promove o amor e a felicidade.
Da maior parte destes tópicos (felicidade, otimismo, esperança, perdão) são apresentadas, em apêndice, escalas de avaliação.
No passado, os psicólogos interessaram-se muito mais pelo funcionamento negativo da personalidade ou pelas emoções negativas (depressão, desânimo, ansiedade, solidão, agressividade, ira, culpa, timidez) do que pelas emoções positivas (bem-estar, satisfação com a vida, felicidade, alegria, otimismo, esperança, sabedoria, amor, perdão).
Já vem desde os primórdios da humanidade um certo pessimismo, expresso mesmo na Bíblia (por exemplo, no livro do Eclesiastes), seguindo-se os clássicos gregos, como Sófocles que no Édipo confessa que afinai era melhor não se ter nascido.
Escritores como Albert Camus ou Paul Sartre, insistem no absurdo e na náusea da vida. Questionários realizados sobretudo nos Estados Unidos sobre se o povo e feliz não se mostram conclusivos pois quando a resposta e genérica afirmam a infelicidade da maior parte das pessoas, mas quando questionados sobre a própria felicidade, afirmam-se felizes, talvez devido à desejabilidade social ou ao viés autodefensivo.
Em todo o caso, hoje a depressão e o desânimo instalaram-se no coração de muitas pessoas e mesmo nas sociedades, com as guerras, guerrilhas e terrorismo a afugentar mais a confiança e a bondade entre os homens.
Os portugueses, em particular, sempre tenderam para o triste (fado), mas hoje há ainda um maior défice de confiança e entusiasmo.
Nâo obstante, recentemente os psicólogos começaram a dar mais importância ao funcionamento positivo da personalidade, havendo atualmente muitos estudos sobre as emoções positivas.
Basta olhar â quantidade de artigos publicados, por exemplo, sobre a felicidade ou o bem-estar subjetivo, mesmo em revistas prestigiadas, como e o caso de Journal of Personality and Social Psychology.

 

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