Hilton Japiassú & Danilo Marcondes – Dicionário Básico De Filosofia

Dicionário Básico De Filosofia – Este dicionário dá aos termos técnicos da filosofia uma definição acessível e quase sempre esclarecida pela etimologia. Seu objetivo é ajudar o leitor não-especializado a fazer um juízo da utilidade da filosofia e de seu impacto sobre nossa língua, identificando os mais importantes filósofos.
Ao longo dos séculos, a reflexão filosófica vem tecendo uma história apaixonante. E a descoberta progressiva das leis do pensamento humano constitui uma conquista cujo relato ainda não terminou. Essa epopéia deixou marcas profundas em nossa cultura e em nossa língua.
Inúmeras são as palavras e as expressões que conhecemos bem, mas cuja fonte permanece subterrânea. As palavras filosóficas abrem-nos um campo de ação praticamente infinito: o do pensamento dos homens e de tudo o que existe no universo. Porque a filosofia possui uma vocação universal. Deixando às outras disciplinas do saber a preocupação de designar o particular e o concreto, ela trabalha sobre aquilo que unifica a diversidade das aparências: o geral ou abstrato.
Aos leigos ou profanos, ela parece falar uma língua estrangeira. No entanto, mesmo em nossas conversas cotidiana sou em nossas leituras de jornais e revistas, deparamo-nos com termos forjados pela filosofia: conceito, gnose, maiêutica, hermenêutica, dialética, análise, teoria etc. Não falam de modo complicado os filósofos o que poderiam dizer de maneira simples?
Claro que a faculdade de abstrair não constitui privilégio dos filósofos, mas da espécie humana. Mas como todos os saberes (da carpintaria à física atômica), a filosofia tem necessidade de palavras suscetíveis de designar com precisão os objetos de sua reflexão. Ela precisa de termos técnicos.
Nosso esforço, neste Dicionário Básico De Filosofia, consistiu em dar a esses termos uma definição acessível a todos e, quase sempre, esclarecida pela etimologia.
Muitas palavras da língua filosófica perderam seu caráter erudito ao serem utilizadas pela língua comum com um sentido por vezes bastante alterado. Algumas se tornaram tão familiares que sua origem filosófica nem mesmo é suspeitada. Contudo, nem sempre os grandes filósofos empregaram a linguagem de todo mundo. Mas a maioria de suas palavras pertence à linguagem universal. Por exemplo, as que possuem um sentido técnico particular (ser, devir, duração, extensão etc.) e as que exprimem uma noção constituindo o objeto de uma reflexão aprofundada (causa, espaço, liberdade, verdade,razão etc.).

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