A Sociedade Do Espetáculo pode ser descrito como uma crítica feroz à sociedade contemporânea, isto é, à sociedade do consumo
A Sociedade Do Espetáculo pode ser descrito como uma crítica feroz à sociedade contemporânea, isto é, à sociedade do consumo

Guy Debord – A Sociedade Do Espetáculo

Filósofo, agitador social, diretor de cinema, Guy Debord se definia como ‘doutor em nada’ e pensador radical. Ligou-se nos anos 50 à geração herdeira do dadaísmo e do surrealismo.

1968 foi um ano de revoltas, considerado por alguns como o ano das revoltas mais importantes do século. Na França, país que desencadeou todas as manifestações, Guy Debord comandava a Internacional Situacionista, grupo de intelectuais críticos da sociedade daquela época, que tinha como base teórica sua maior obra: A Sociedade Do Espetáculo.

Guy Debord foi um filósofo, cineasta e crítico cultural francês. Dentro de toda sua participação política, principalmente nos eventos de Maio de 68, esteve envolvido com a fundação e manutenção da Internacional Situacionista – grupo dedicado à crítica daquilo que ele chamou de sociedade do espetáculo, uma sociedade mediada por imagens, onde a lógica do intercâmbio mercantil atingiu toda a vida cotidiana.

O livro A Sociedade Do Espetáculo pode ser descrito como uma crítica feroz à sociedade contemporânea, isto é, à sociedade do consumo, à cultura da imagem e à invasão da economia em todas as esferas da vida.

É sua obra principal e fundadora de uma corrente de crítica renovada que não estava satisfeita com o capitalismo ocidental e nem com o socialismo bolchevique russo.

A Sociedade Do Espetáculo foi lançado em 67 e causou um imenso estardalhaço, ficando popular entre a esquerda alternativa, artistas e estudantes. Vale lembrar que o Maio de 68 teve um enorme suporte universitário.

Em A Sociedade Do Espetáculo, Guy Debord apresenta seu conceito de espetáculo como uma “relação de pessoas mediada por imagens”. Imagens seriam representações imediatas que adquirem autonomia e fazem das pessoas meros espectadores contemplativos.

Um exemplo é a moral religiosa, que se coloca como natural, divina, absoluta, inquestionável e se impõe de maneira que não pode ser nem percebida como uma construção social – só pode ser contemplada e obedecida.

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