Graham Greene – Nosso Homem Em Havana
Mr. Wormold possui uma loja de aspiradores de pó em Havana. A única preocupação do inglês é garantir o futuro de Milly, sua bela e devota filha de 16 anos. Porém, a vida na Cuba pré-Fidel Castro parecia mais pacata do que realmente estava.
Um misterioso inglês aparece na ilha para fazer uma proposta irrecusável a Mr. Wormold: espionar, em troca de um ótimo dinheiro. Isso implicava identificar possíveis infiltrações comunistas, observar suspeitos e escrever longos relatórios.
Mr. Wormold aceita o trabalho e mais: passa a criar inúmeras intrigas e personagens para continuar recebendo o salário. De repente suas fraudes parecem uma a uma se tornar realidade e então sua rede de mentiras começa a ruir.
Em Nosso Homem Em Havana, publicado em 1958, Graham Greene (1904-1991) adota um tom satírico para falar sobre um tema recorrente em sua obra: o do espião em terra estrangeira. Neste caso, a experiência como agente do Serviço Secreto Britânico permitiu ao escritor situar suas tramas em lugares reais – restando sempre a dúvida de onde começa e termina a ficção.
Em Nosso Homem Em Havana, Greene descreve o ambiente da Cuba pré-revolução, revelando uma rede de intrigas e um ambiente paranóico que mostra o esquema – muitas vezes absurdo – das relações internacionais.
A história se transformou num grande filme noir em 1959, nas mãos do diretor Carol Reed, que captou perfeitamente o clima tropical da Havana de Greene.

O inglês Graham Greene (1904-1991) teve uma formação ortodoxa em colégios no interior da Inglaterra, sempre se arriscando na vida literária — em poemas, artigos e contos. Aos 22 anos, mudou-se para Londres, onde trabalhou para os mais importantes jornais, como Times e The Spectator.
A conversão ao catolicismo, aos 24 anos, iria moldar em grande parte sua obra que, desde o início, trata de questões morais em meio a histórias policialescas. Durante a Segunda Guerra Mundial, Greene trabalhou no serviço de inteligência inglês e depois da guerra viajou por vários países — introduzindo em seus romances um forte teor político.
Recebeu inúmeros prêmios e hoje é considerado um dos autores mais importantes do romance moderno inglês.

 

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