Objetos Pedagógicos, voltado para educadores do campo da arte, traz para o professor das linguagens de artes uma perspectiva pautada em projetos.
Objetos Pedagógicos, voltado para educadores do campo da arte, traz para o professor das linguagens de artes uma perspectiva pautada em projetos.

Geovana Mendonça Lunardi Mendes & Outras (Orgs.) – Objetos Pedagógicos: Uma Experiência Inclusiva Em Oficinas De Artes

Objetos Pedagógicos traz para o professor das linguagens de artes uma perspectiva pautada em projetos. As autoras, cada qual à sua maneira, assumem um compromisso com a formação de educadores do campo da arte ao divulgar suas vivências em processo.

Não são apresentadas receitas, programas organizados em seções previamente determinadas a serem aplicados passo a passo, na sala de aula.

De maneira bastante generosa, as autoras relatam os modos como problematizaram as necessidades de professores e de seus alunos com e sem deficiência e demonstram como buscaram soluções inventivas; relatam desdobramentos que ocorreram a partir de resultados iniciais como promessas para futuras investidas.

Ao fugir de respostas cristalizadas, as docentes se aproximam da realidade do cotidiano, que se mostra sempre muito dinâmica, seja na escola, seja em oficinas com professores, seja em propostas de formação com alunos dos cursos de graduação.

Cabe destacar e valorizar a participação dos alunos do curso de artes nos projetos. Ao envolvê-los em diversos papéis, como estagiários, como jovens pesquisadores, na qualidade de responsáveis pelo registro, pela coleta de dados, da organização de oficinas, os graduandos e pós-graduandos participantes tiveram uma experiência ímpar para compreender o significado da constituição de um pensamento docente, na maior amplitude possível.

As autoras afirmam que o seu objetivo era o de “construir experiências de inclusão, desenvolvendo, para isso, objetos pedagógicos e metodologias que pudessem de alguma maneira ser difundidas para as escolas”. Tal objetivo faz eco no conjunto dos capítulos, revelando a perspectiva comum de socializar os resultados com outros professores.

Parece-nos que é disso que a escola necessita: a divulgação de projetos inacabados, abertos, que permitam uma repaginação por outros professores de outros contextos e lugares, que atuam como educadores em realidades distintas.


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