Gabriela Borges & Outros (Edits.) – Televisão: Formas Audiovisuais De Ficção E De Documentário
Este livro é resultado das atividades desenvolvidas no seminário temático Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e Documentário, do XIV Encontro Internacional da SOCINE (Sociedade Brasileira de Cinema e Audiovisual), realizado na Universidade Federal de Pernambuco em outubro de 2010.
O encontro de pesquisadores de diferentes universidades brasileiras e estrangeiras interessados em discutir o estado da arte dos estudos televisivos, em particular na sua inter-relação com o cinema, foi bastante profícuo.
Em função disso, os coordenadores do seminário organizaram esta coletânea com o intuito de dar a conhecer os projetos e as reflexões mais recentes que se desenvolvem neste campo, sistematizar as principais questões teóricas e empíricas que mobilizam as pesquisas em curso e delinear, a partir do início de um diálogo entre as academias brasileira e portuguesa, alguns pontos de interesse e preocupações comuns que propiciem o aprofundamento do debate sobre a televisão.
Neste sentido, foi realizada uma parceria entre a SOCINE e o CIAC (Centro de Investigação em Artes e Comunicação) da Universidade do Algarve para a co-edição deste livro.
Em vista da excepcional relevância cultural da televisão desde o início da segunda metade do século passado, torna-se imprescindível aprofundar o conhecimento do meio a fim de avançar na discussão de problemas de pesquisa ainda muito prementes.
Apesar de a pesquisa sobre a televisão se mostrar bastante desenvolvida em relação a aspectos como a recepção e a produção, a análise audiovisual ainda é o grande desafio a ser superado.
Em Storytelling in film and television, Kristin Thompson aponta o notável atraso da pesquisa com análise de produtos televisivos e sugere que este decorre da visão dominante, até há poucas décadas, de que a programação da televisão seria constituída por um fluxo homogeneizador e hipnotizante (Raymond Williams), concepção que não abriria espaço para o exame detalhado de produtos específicos.
A autora indica as razões por que o paradigma do fluxo televisivo deve ser afastado, entre elas a de que tanto constatações empíricas quanto dos estudos de recepção indicam que os telespectadores conseguem distinguir claramente entre um programa e outro, assim como entre o programa e os intervalos comerciais, o que estava fora do horizonte da ideia de fluxo.

 

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