Franz Kafka – O Processo

A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século XX acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas.

Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

Foi o escritor checo de língua alemã, Max Brod, editor e amigo de Franz Kafka, quem revelou postumamente ao público, em 1925, a obra O Processo, pertencendo-lhe também a escolha e a sistematização dos textos, aos quais viria a acrescentar outros nas reedições de 1935 e 1946; preferiu ainda intitular o original alemão Der Prozess, quando em todo o manuscrito surge sempre a ortografia Der Process. Durante largas dezenas de anos foi naturalmente esta sistematização de Max Brod que serviu de base às inúmeras traduções publicadas em todo o mundo.

Recentes trabalhos universitários de investigação direta e minuciosa dos manuscritos deram, porém, origem a novas edições – portanto muito mais próximas da presumível vontade do autor que, aliás, nunca chegou a depurar o texto – designadamente a de Malcolm Pasley (em 1990) e a de Roland Reuss e Peter Staengle (em 1997) que apresentam O Processo dividido em dez capítulos não numerados e seis trechos fragmentários.

A nova estrutura – que tudo indica será a definitiva – preside portanto, igualmente, a esta edição, para manifesto benefício e enriquecimento cultural de todos os leitores de língua portuguesa.

Franz Kafka  foi um escritor de língua alemã, autor de romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX. A maior parte de sua obra, como A Metamorfose, O Processo e O Castelo, está repleta de temas e arquétipos de alienação e brutalidade física e psicológica, conflito entre pais e filhos, personagens com missões aterrorizantes, labirintos burocráticos e transformações místicas.

    ou   

 

Caneca Pedra No Caminho | Branca

Deixe uma resposta