Franz Kafka – A Metamorfose

A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura.

Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso.

A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

De certo modo, não é preciso ter lido Kafka para conhece-lo — um pouco, pelo menos. O adjetivo kafkiano tornou-se para nós sinônimo de incompreensível, caracterizando em geral uma seqüência de fatos aparentemente banais e, ao mesmo tempo, perfeitamente refratários a qualquer tipo de explicação.

A primeira fase de A Metamorfose já nos lança em pleno universo kafkiano: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

Gregor Samsa mora com a família: pai, mãe, irmã. Ao longo da narrativa, acompanhamos o estupor dos três, o esforço que fazem para descobrir qual é o comportamento adequado à situação; do outro lado, vemos uma consciência tragada por um corpo que lhe é estranho. Um corpo antinatural, a-histórico.

Mas o absurdo é narrado num tom preciso, frio, formal, como se o pesadelo integrasse naturalmente o cotidiano: a dor dos escritos de Kafka deve muito a essa técnica da indiferença.

Franz Kafka  foi um escritor de língua alemã, autor de romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX. A maior parte de sua obra, como A Metamorfose, O Processo e O Castelo, está repleta de temas e arquétipos de alienação e brutalidade física e psicológica, conflito entre pais e filhos, personagens com missões aterrorizantes, labirintos burocráticos e transformações místicas.

   

 

 

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