Os Indianos – A Índia é tudo aquilo que um turista vê. Mas também o seu oposto. Os contrastes estão a cada esquina. O país é espiritual e material; pacífico e violento; rico e pobre; antigo e moderno. Cultiva a democracia, mas mantém as castas. Criou o Kama Sutra, mas veta beijos nos filmes de Bollywood. Há indianos encantadores de cobra – ainda que a atividade seja proibida – e engenheiros de software. Os indianos absorveram todas as invasões que sofreram, mas mantiveram suas tradições. Dizem que nenhuma época eliminou a anterior.
As tentativas de enquadrar os indianos e seu país em uma moldura fixa, porém, dão frequentemente com os burros n’água. Os indianos atropelam definições categóricas por um motivo que encanta alguns e assusta outros: para cada afirmação, o oposto também pode ser verdadeiro. Como se fosse um labirinto espelhado, as imagens são contrapostas com seus reflexos inversos. Pode-se dizer que os indianos são vegetarianos e falam inglês. Mas também que não é bem assim. É possível afirmar que hindus e muçulmanos se dão bem, mas o oposto é válido também.
É perigoso generalizar sobre um país com mais de um bilhão de pessoas, divididas em milhares de castas, com sete religiões e mais de 20 línguas oficiais. Então, como conhecer esse povo que fascina tanto o Ocidente?
Partir de sua história é essencial, desde a primeira civilização, que surgiu naquelas terras há 5 mil anos, até a recente independência, incluindo a relação com os vizinhos China e Paquistão e a explosão tecnológica dos dias de hoje. A jornalista Florência Costa – que tem laços de família com a Índia, onde viveu por muitos anos – nos leva à cozinha indiana, com seus múltiplos temperos; às festas monumentais de casamentos arranjados; à espiritualidade e às religiões e até aos banheiros (raros). Livro imperdível para quem quer conhecer (ou acha que conhece) os indianos.

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