Educação E Diversidade Cultural No Brasil - Estudiosos de diferentes áreas apresentam suas contribuições e deixam suas marcas.
Educação E Diversidade Cultural No Brasil - Estudiosos de diferentes áreas apresentam suas contribuições e deixam suas marcas.

Elie Ghanem & Marcos Garcia Neira (Orgs.) – Educação E Diversidade Cultural No Brasil: Ensaios E Práticas

Estudiosos de diferentes áreas apresentam suas contribuições e deixam suas marcas, em que compreensões variadas se encontram: crianças negras e relações raciais na Educação Infantil, práticas religiosas na escola entre professoras e crianças pequenas, judaísmo, indígenas de vários grupos e sua relação com a educação, currículo, práticas corporais no interior do Mato Grosso, bairros periféricos da cidade de São Paulo, são temáticas abordadas que resultam de pesquisas acadêmicas associadas a olhares sensíveis para as diversas condições sociais.

Educação E Diversidade Cultural No Brasil é um dos resultados das ações realizadas pelo projeto “Docência e Diversidade Cultural na Amazônia: Rede de Pesquisa e Formação”, proposto pelo Programa de Mestrado em Educação da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e pelo Programa de Pós- Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade
de São Paulo (USP).

O conjunto dos trabalhos apresentados em Educação E Diversidade Cultural No Brasil, coincide com o aumento da importância atribuída ao tema da diversidade cultural.

Cada vez mais incorporado aos debates públicos em escala mundial, o convívio com o outro assumiu contornos dramáticos em variados países, seja em razão da aspiração pela expressão de diferenças no espaço público, seja em decorrência de discriminações, que se refletem na formulação e implementação de políticas públicas. Estas estão desafiadas a combater o preconceito e a acolher a afirmação das diferenças para assegurar igualdade.

Educação E Diversidade Cultural No Brasil está dividido em duas partes. A primeira delas é composta por seis ensaios que analisam algumas facetas da diversidade cultural: as relações raciais em Educação Infantil; o individualismo moderno que atravessa também as escolas indígenas (opondo-se à noção de pessoa das populações originárias); a ausência assim como a necessidade de multiculturalismo na formação docente; as expressões religiosas automatizadas em escolas laicas frequentadas por estudantes fiéis a variadas religiões; as transformações da identidade cultural amazônica; e, finalmente, a persistência e as metamorfoses da ligação entre educação e diversidade nas tentativas de “explicar” o Brasil.

A segunda parte desta obra reúne cinco textos sobre práticas educacionais centradas em grupos cuja posição social não é predominante ou está em reconhecida condição de desvantagem.

São experiências realizadas em contextos culturalmente diversificados: dois casos situam-se na cidade de São Paulo ‒ enquanto um deles trata de uma escola que acolheu judeus de esquerda em um bairro tradicional, o outro analisa a produção artística em um distrito periférico.

Além dessas experiências, são relatadas uma intervenção junto a uma população camponesa do Mato Grosso e uma atuação de indígenas baniwa do alto rio Negro, no Amazonas.

E, por fim, é apresentada uma intervenção com crianças negras em estabelecimentos educacionais de Porto Alegre e arredores, no Rio Grande do Sul.

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