Eduardo Baldissera Carvalho Salles – Corporações Transnacionais: Novos Atores E Novos Poderes
No mundo da formação preponderantemente jurídicodogmática, poucos conseguem, como Eduardo Baldissera Carvalho Salles, enxergar o mundo em todo o seu colorido, em que pigmentos da dimensão econômica mesclam com os da sociocultural, tingem os da político-institucional e, claro, borram a suposta pureza intocável da dimensão jurídica.
Sem essa rica palheta de cores, que apenas a formação transdisciplinar profunda e extensa pode oferecer, não se consegue ver a riqueza de matizes das corporações transnacionais, e, claro, a sua força em todos os tons e sobretons.
E essa formação, crítica e com extensa bagagem de leituras, o autor tem de sobra.
Em “Corporações Transnacionais: Novos Atores e Novos Poderes”, o pesquisador oferece ao leitor exatamente isso: um retrato colorido, em alta definição e tela cheia, desse dinâmico e desafiador ator internacional não-governamental que está rapidamente colonizando as principais instituições da sociedade contemporânea.
E é um retrato sem retoques, sem photoshop, em que a nua e crua realidade do poder das corporações, em todas as suas dimensões, é mostrada sem censura.
No caso das corporações transnacionais, e como bem atenta a obra, elas utilizam-se sobremaneira dessas lacunas e diversidades regulatórias nacionais para otimizar seus ganhos, seja na redução de custos, seja mesmo na barganha política de seus interesses econômicos.
No primeiro caso, aproveitam-se largamente da elisão combinada dos sistemas jurídicos nacionais para vantagens fiscais, ambientais e sociais, dispondo suas unidades produtivas, estruturas logísticas e centros financeiros de forma articulada em todo o globo para pagarem a menor quantidade possível de tributos, para aproveitarem as mais lenientes normas ambientais e suportarem os menores custos sociais em cada etapa de suas operações.

 

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