E. P. Thompson – A Miséria Da Teoria Ou Um Planetário De Erros: Uma Crítica Ao Pensamento De Althusser
A Miséria Da Teoria Ou Um Planetário De Erros, de E. P. Thompson, é um dos livros mais apreciados do historiador marxista inglês. Nele, Thompson critica o estruturalismo marxista de Althusser.
Thompson revisa o materialismo histórico a partir de nova categoria tal como experiência de classe, quebrando os moldes que viam o materialismo apenas como modo de produção.
A Miséria Da Teoria Ou Um Planetário De Erros é um livro que deve ser lido por todo historiador no mais profundo significado do termo.
É exposto conceitos e categorias da ciência históricas e como ela é produzida no trabalho do historiador, que é realizada completamente diferente da filosofia, que é o ponto central da obra na critica à Althusser.
Na crítica que faz a Althusser é demonstrado como o estruturalismo proposto por este filosofo é construído a partir de uma ordem rígida e fechada, ou seja, a teoria já estabelecer os resultados do processor de pesquisa e de produção do conhecimento científico.
Nesta crítica é expandida também ao marxismo, por em suas analises e produção do conhecimento que é feito tendo o aspecto econômico como sendo o objeto único que estabelece a condição de analise.
Neste ponto Thompson defende o trabalho do historiador que é feita a partir da experiência, da necessidade, que são aspectos não somente feitos a partir da face econômica.
Nós seres humanos não somos somente analisados pela faceta do lado econômico, mas temos uma variedades de subjetividades, que são características do humano.
Vem crescendo, há várias décadas, a confiança que a concepção materialista da História – o primeiro filho intelectual de Marx e Engels – tem em si mesma. Como uma prática madura (“materialismo histórico”) ela é talvez a mais forte disciplina derivada da tradição marxista.
Mesmo durante minha própria vida como historiador – e no trabalho de meus próprios compatriotas – os avanços foram consideráveis, e constituem supostamente avanços no conhecimento.
Isto não equivale a dizer que esse conhecimento seja finito, ou sujeito a alguma “prova” do cientismo positivista. Nem pretende supor que o avanço tenha sido unilinear e sem problemas.

 

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