Adorno Material é uma coletânea de ensaio que tem como referência teórica central a filosofia de Theodor W. Adorno (1903-1969) e como área de estudos as questões do sujeito, da solidariedade e da relação entre o ético e o estético na teoria Crítica.
A partir dessa perspectiva, apresenta também um comentário de obras específicas da literatura (de Modesto Carone) e do cinema brasileiro (de Sérgio Bianchi) contemporâneos. Compreende uma seleção de textos produzidos em 2001 e 2009.
Em todos eles, foi feita uma revisão completa, que inclui remodelações maiores ou menores, conforme o caso, além da reunião dos que pareceram mais representativos de uma preocupação comum: a explicitação da centralidade do elemento material na filosofia do referido Theodor W. Adorno.
Material, aqui, deve ser considerado nestes três sentidos: à linguagem do pensamento filosófico, às condicionantes sensíveis e estéticas do pensamento e da ação, e, por fim, à dinâmica complexa da sociedade capitalista, objeto recorrente da reflexão adorniana.
Quanto ao título, “Adorno material: ensaios de Teoria Crítica”, algumas observações devem ser feitas. Escrevo Adorno material, em vez de materialista, para destituir o pensamento do filósofo frankfurtiano de uma metafísica da matéria como primeiro princípio do Ser.
Pensador que rejeitou decididamente toda prima philosophia, Adorno é um dos filósofos contemporâneos que mais orientou seus esforços por um reconhecimento da esfera material – naquela tripla acepção referida anteriormente – como âmbito com o qual o pensamento filosófico tem de se medir, à custa da sua condenação à irrelevância social e cultural.
No subtítulo “ensaios de Teoria Crítica”, remete-se à formulação de Marx Horkheimer a propósito de uma atitude do pensamento, ao invés de uma “Escola” composta de um conjunto de teses. Essa atitude tem como características principais o reconhecimento, na esteira de Marx e Nietzsche, do imbricamento do pensamento à dinâmica da dominação social da natureza, bem como a aposta prática, na esteira do idealismo alemão, na perspectiva de uma emancipação do gênero humano.

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